segunda-feira, 31 de maio de 2010

Unindo as Forças Pela Música!!!


Agora 100% completo e anunciado o evento mais aguardado nos últimos meses pelos cariocas, a união da Kaballah & Euphoria que ocorrerá dia 24 de julho no Haras dos Anjos, com duas pistas simultâneas mais a Vip Stage.

A união das duas grandes raves do Rio, chega em formato de festival, prometendo 2 eventos com conceitos distintos dentro de um mesmo espaço, para em “Um movimento inédito de reforçar nossa identidade, unindo as forças pela música e intimando todos os amantes da cena eletrônica a prestigiarem este evento onde sempre haverá diversidade de estilos rolando ao mesmo tempo.”

E para isto ocorrer grandes nomes da e-music mundial foram selecionados para comandar essa grande celebração, entre eles Liquid Soul, Krome Angels, David Amo e Julio Navas, Ticon, Pixel e Protoculture.

KABALLAH MAIN STAGE*

23:59 MARCELO PORTALET

01:30 PIXEL

03:00 X-NOISE

04:00 LAZY RICH

05:30 TOM STAAR

07:00 ADAM K

08:30 AMO + NAVAS

10:00 EDDIE HALLIWELL

EUPHORIA MAIN STAGE*

23:59 BUDA

01:30 LIQUID SOUL

02:30 OLIVIER GIACOMOTTO

04:00 THOMAS SCHUMACHER

05:30 PROTOCULTURE

07:00 THE INTERACTIVE

08:00 KROME ANGELS

09:30 TICON

10:30 FELGUK

VIP STAGE*

23:59 RODRIGO ARDILHA

01:30 FELIPE ASSAD

03:00 HECTOR LOPEZ

04:30 ADAM K vs OLIVIER GIACOMOTTO

06:30 MARCELINHO CIC

08:00 ANDRE PULSE

* Line up sujeito a alteração.


Infoline: (21) 7898-8123 / contato@euphoria.art.br

domingo, 23 de maio de 2010

"OS BRITNEY SPEARS DA ELETRÔNICA"

Segue abaixo uma matéria bem interessante escrita por Camilo Rocha, na coluna Camilodromoda DJ Mag. Como sabemos, infelizmente, existem Djs fakes que fingem tocar durante sua apresentação e ganham para iludir o público, só não sabemos se existe ou não algum tipo de envolvimento com os produtores para que isto ocorra, por exemplo, pagar um cachê menor do que o do verdadeiro Live.
Para quem curte assistir uma apresentação de perto, olhar cada movimento feito nos equipamentos é mega frustrante perceber que o que está acontecendo ali não corresponde, em nada, ao som que está sendo tocado.
A algum tempo foi divulgada uma foto do até então modelo Jesus Luz como DJ, tire suas conclusões:



Matéria:

"Faz tempo que a dance music e/ou a música eletrônica convivem com o estigma do fake

Para muitos detratores do estilo, um universo onde uma apresentação “ao vivo” consiste em apertar botões e onde músicas são construídas inteiramente dentro do computador, nada pode ser considerado música “de verdade”. É um pensamento pra lá de ignorante. E cada vez mais antiquado, considerando-se que a manipulação de estúdio (e o playback) está presente em todo e qualquer gênero.

Mas sejamos sinceros: com tanta gente sem entender direito o que se passa ali entre o mixer, os cabos, as pick-ups/CDJs e aquele laptop (não insistem em chamar o Gui Boratto de DJ a toda hora?), tem muito malandro se aproveitando disso para se dar bem.

O que dizer, por exemplo, dessa história que aconteceu comigo e um conhecido DJ inglês de psytrance? Passei o constrangimento de tocar antes dele. No fi m do meu set, ele chegou, todo serelepe e animadão. Já achei esquisito quando se lançou por cima do mixer e passou a girar botões que nada faziam, afi nal eram de canais com o volume abaixado. Mas aí aconteceu o mais absurdo. Quando ponho minha última música e passo a bola, veio a pergunta que entregou toda a sua fi losofi a de discotecagem fraudulenta: “Essa música tá mixada com a próxima?”

Nunca tinham me perguntado isso antes! Para ele, certamente acostumado a tocar CDs mixados, era a coisa mais natural do mundo, obrigatória até, de se perguntar. Informei então ao candidato a Britney Spears das raves que a faixa acabava em dois minutos. Deixei ele com sua encenação e corri pro bar atrás de uma dose de algo verdadeiro.

A coisa é tão disseminada por aí que foi criado até um blog dedicado a desmascarar os (maus) atores: www. deadact.com (que considera o DJ serelepe citado acima “o rei do dead PA”.)

O blog traz uma série de fl agrantes de “artistas” fazendo supostos “live PAs” onde a única coisa viva era o dinheiro do cachê a ser recebido depois. Era um tal de cabo desligado, aparelho desconectado, gesto simulado e tela de computador com faixas inteiras na tela, que era caso de chamar não o Procon, mas a polícia mesmo. Para fazer uma denúncia de estelionato e falsidade ideológica.

No fi nal dos anos 80, três dos maiores hits traziam clipes onde a pessoa que aparecia cantando não era a verdadeira dona da voz. Assista “Pump up the jam”, do Technotronic, “Ride on time”, do Black Box, e “The power”, do Snap!. No primeiro caso, uma mulher bonitona, que aparecia também na capa do disco, fi ngia ser a rapper Ya Kid K, que acabou sendo retirada do armário para os clipes seguintes. Nos outros dois casos, cantoras fake de silhueta esbelta simulavam vozeirões que suas caixas toráxicas nunca teriam condições de projetar. Estes eram, na verdade, de Loleatta Holloway (caso do Black Box) e de Jocelyn Brown (caso do Snap!), divas lendárias da disco que compareciam nesses hits via sample. As divas gritaram mesmo foi na hora de saber do uso sem autorização no hit alheio. Mas foram urros de raiva e indignação.

Tem ainda casos de DJs impostores. Este já é um golpe um pouco mais difícil de concretizar, mas com tanto DJ por aí e tão pouca noção de como ele se parece, vale tentar. Em entrevista para o site djhistory.com, Sasha contou que uma vez um cara se passou por ele numa apresentação na Irlanda do Norte. Ele não sabe se o promoter estava envolvido ou não. Mas a atuação foi tão convincente, que o falsário fez o set inteiro e ainda foi pra casa com as 3 mil libras do cachê no bolso.

Convenhamos, em tempos onde cada vez mais DJs têm dispensado a mixagem no braço, usando softwares que fundem as músicas imperceptivelmente (incluindo aí o próprio Sasha), fi ca cada vez mais duro diferenciar os Patifes dos patifes."


Escrita por Camilo Rocha:

"Na ativa desde os primórdios da cultura eletrônica no Brasil, o DJ, produtor e jornalista Camilo Rocha passou por todas as festas, publicações e movimentos que importam, sempre à frente da divulgação de novos talentos e sonoridades. O resultado é simples: Camilo é uma daquelas pessoas para quem definições como "um dos nomes mais importantes" não são mero exagero. Sua credibilidade no meio é amplamente reconhecida, como artista e comunicador."


Fonte: http://djmag.com.br/189

sábado, 22 de maio de 2010

Profissão DJ

Como relatado a algum tempo atrás neste blog foi criado um Projeto de Lei para o reconhecimento da profissão DJ, é com muito prazer que vemos hoje que tal projeto evoluiu bastante e está prestes a ser aprovado para regular uma das profissões mais belas desse país, àquela que traz tanto felicidade e energia positiva para milhões de pessoas.
O P.L já foi aprovado junto a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público em Brasília, faltando ainda que o projeto seja sancionado para que possa produzir todos os seus efeitos legais.
"Estamos prestes a testemunhar um acontecimento histórico para o DJ Brasileiro. O reconhecimento da profissão vai possibilitar o início de uma discussão séria sobre direitos autorais e mecanismos de sustentabilidade para a profissão”, disse Tibor Yuzo, vice-presidente do Sindecs, disse a reportagem da DJ Sound.


Apesar de polêmica e de receber muitas críticas, fato é que tal profissão precisa ser regulamentada para que possua os mesmos direitos e deveres que as demais possuem, ficando mais fácil até de pleitear direitos que não foram devidamente cumpridos.
Vejo tal projeto e brevemente Lei, como um dos passos mais importantes desta profissão que até hoje sofre um preconceito absurdo, afinal "quem não sabe apertar uns botãozinhos ai?" "viver "da noite" não é vida!", entre tantas frases preconceituosas, se os próprios DJs e Produtores não se ajudarem, infelizmente não poderemos ver uma evolução que todos tanto merecem.


O Sindicato dos DJ's e Profissionais de Cabine de Som (Sindecs) divulgou a seguinte Nota Pública:


"O SINDECS vem a público esclarecer que está há anos lutando para que a atividade de DJ e Produtor DJ seja reconhecida como PROFISSÃO.

É uma luta pelo RECONHECIMENTO da existência da atividade de DJ e Produtor DJ junto ao Ministério do Trabalho e demais órgãos federais e instituições privadas.

As outras questões TODAS de regulamentação da atividade cada Sindicato vai resolver com os DJ’s da sua região através de assembléias públicas realizadas com os membros da categoria.

COM RELAÇÃO AO CURSO DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Diferentemente das críticas que circulam na internet, a necessidade de normatização dos cursos e a obrigação de DRT profissional para o exercício legal da atividade não são exigência do SINDECS.

A DRT de profissional para o exercício da atividade está ligada diretamente ao Ministério do Trabalho e Emprego e aos outros órgãos federais com os quais o trabalhador brasileiro se relaciona através de programas sociais como seguro desemprego, FGTS etc etc.

Na prática sabemos que o fato do indivíduo saber operar um mixer, um cd ou até mesmo um dispositivo mais sofisticado como um software de computador não faz dele um DJ. Isto é óbvio para quem está no mercado há tempos.

Mas ao mesmo tempo apoiamos a necessidade de normatizar os cursos existentes a fim de validar um programa nacional que capacite tecnicamente, culturalmente e musicalmente os novos indivíduos interessados em ingressar neste mercado de trabalho.

REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO

A regulamentação da profissão DJ seguirá o modelo praticado em outras atividades profissionais que foram regulamentadas no passado.

A jurisprudência garante ao profissional que já exercia a atividade de DJ obter sua DRT sem a necessidade de curso profissionalizante.


ENCERRAMENTO

Assim sendo, com relação ao propósito da existência do Sindicato dos DJ's, é preciso muita cautela e responsabilidade por parte de quem critica a necessidade da organização e dos critérios de avaliação da capacitação do aspirante a profissional.

Vivemos numa Democracia.

Mas viver a Democracia conscientemente é ajudar a tomar decisões.

E isto requer participação. Não é simples e nem fácil como apenas emitir opiniões.

Convidamos todos os DJ’s e Produtores DJ’s para que saiam da posição conveniente de criticar e venham ajudar a construir esta história.

A NOSSA HISTÓRIA!



Estaremos colocando nosso site no ar em alguns dias.


http://www.sindecs.org.br/"

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Kaballah & Euphoria @ 24.Julho . Haras dos Anjos

A novidade mais festejada do ano, a união da Kaballah com a Euphoria, para fazer um evento que a muito não se vê em terras cariocas, apesar de nós deixar tristes com alguns cortes que certamente farão falta, como Jeromo Isma, nos trouxe muitas alegrias com a divulgação de um belo line, que sem duvidas faz jus aos grandes eventos que ocorrerão simultaneamente.
Agora só falta ser divulgado o line da Vip Stage, que fatalmente virão com grandes nomes, quanto àqueles das pistas principais.

Agora é aguardar para mais uma linda celebração, em um lugar perfeito como o Haras dos Anjos, e claro, torcer para que preços justos e qualidade nos serviços prestados acompanhem toda a necessidade do público que estará presente na Kaballah & Euphoria.


KABALLAH MAIN STAGE*

23:59 MARCELO PORTALET

01:30 PIXEL

03:00 X-NOISE

04:00 LAZY RICH

05:30 TOM STAAR

07:00 ADAM K

08:30 AMO + NAVAS

10:00 EDDIE HALLIWELL

EUPHORIA MAIN STAGE*

23:59 BUDA

01:00 LIQUID SOUL

02:30 OLIVIER GIACOMOTTO

04:00 THOMAS SCHUMACHER

05:30 PROTOCULTURE

06:30 THE INTERACTIVE

08:00 KROME ANGELS

09:30 TICON

10:30 FELGUK

INGRESSOS PISTA*

Lote Promo – R$ 50 (até dia 16/06**)

1º Lote – R$ 60 (até dia 08/07**)

2º Lote – R$ 70 (até dia 23/07**)

3º Lote – R$ 80 (no dia 24/07**)

** ou até esgotar o lote

INGRESSOS VIP STAGE*

Lote Promo – R$ 90 (até dia 16/06**)

1º Lote – R$ 100 (até dia 08/07**)

2º Lote – R$ 120 (até dia 23/07**)

3º Lote – R$ 140 (no dia 24/07**)

Pista exclusiva no Vip Stage com entrada, bares e banheiros exclusivos.


VENDAS ONLINE

www.ingressocerto.com.br




PONTOS DE VENDA

RIO DE JANEIRO
BANCO DE AREIA – Rio Sul / Shop. Leblon
SOUTH – Barra Shop. / Via Parque Shop. / Shop. Tijuca / Ilha Plaza Shop. / Carioca Shop. / Shop. Nova América / Center Shop. / West Shop. / Madureira Shop. / Bangu Shop. / Caxias Shop. / Shop. Grande Rio / Top Shop. / Passeio Shop. / Santa Cruz 2
BAMBOO RIO HOSTEL – R. Lacerda Coutinho 45 (Copacabana)
POSTO BR PIRAQUÊ – Lagoa
POSTO BR PARQUE DAS ROSAS – Barra
SUCO MANIA – Av. Marechal Floriano 13 A (Centro)

NITERÓI
SOUTH – Plaza Shop.

MAGÉ
LANCHONETE LA TORTTA – Centro (Pça. da Prefeitura)

SÃO GONÇALO
SOUTH – São Gonçalo Shop.

PETRÓPOLIS
CHECKLIST – Shop. Bauhaus

TERESÓPOLIS
SNC – Av. J. J. de Araújo Regadas 38 (Várzea)

INTERNET DO ALTO – Av. Oliveira Botelho 87 loja (Alto)


JUIZ DE FORA
CHILLI BEANS – Av. Mister Moore 147 (Centro) / Independência Shop.
GANESH PRODUÇÕES – tel. 32 8456-6734 / 32 9111-3258

FRIBURGO
ESTILO LIVRE – Av. Alberto Braune 86 lj. 01/02

REGIÃO DOS LAGOS
BANCO DE AREIA – Búzios (R. das Pedras)
COMUNITTÁ – Rio das Ostras (R. Jandira Morais Pimentel 68 - Centro)
ATIVE PROMOÇÕES – Cabo Frio / São Pedro (tel. 22 9892-5595)
JULIANA SIMÕES – Saquarema / Araruama (tel. 22 7835-9993)

MACAÉ
COLCCI – Shop. Plaza Macaé

CATAGUAZES
ALEXANDRE – tel. 32 9903-8771

ANGRA DOS REIS
VAF BOUTIQUE – R. Coronel Carvalho 465 (Centro)

CAMPOS DOS GOYTACAZES
COLCCI – Shop. 28

www.euphoria.art.br

www.kaballah.com.br

Infoline: (21) 7898-8123 / contato@euphoria.art.br


REALIZAÇÃO

Innova, Acesso e Kaballah

PRODUÇÃO ARTÍSTICA

Crash e Wild Artists

APOIO

Luly Play, Prefeitura de Magé e Bamboo Rio Hostel

PROMOÇÃO ONLINE

RioFesta e Plurall

sábado, 15 de maio de 2010

Kaballah & Euphoria @ 24.Julho

Nada melhor para retomar o blog, como uma divulgação de um Mega evento que está prestes a acontecer no Rio de Janeiro. Depois de algum tempo, e com os cariocas, infelizmente, acostumados a eventos "meia boca", é anunciada a fusão de duas das festas mais queridas do estado, a Kaballah e a Euphoria, que ocorrerá no local que 11 em cada 10 pessoas preferem para eventos de música eletrônica, no Hara dos Anjos - Santo aleixo.

Release:

UNINDO AS FORÇAS PELA MÚSICA!!!

Pela primeira vez na história da cultura eletrônica carioca duas festas se unem para dar vida ao primeiro festival que apresentará dois palcos principais. Serão duas festas, dois conceitos, dois palcos principais, uma pista exclusiva para a área vip e muita música num movimento inédito de reforçar nossa identidade, unindo as forças pela música e intimando todos os amantes de música eletrônica a prestigiarem este evento onde sempre haverá diversidade de estilos musicais rolando ao mesmo tempo.

KROME ANGELS inglaterra, frança e holanda

SUB6 israel

DAVID AMO & JULIO NAVAS espanha

JEROME ISMA-AE alemanha

TICON suécia

PIXEL israel

SHANTI holanda

X-NOIZE israel

PROTOCULTURE áfrica do sul

ADAM K canadá

TOMAS SCHUMMACHER alemanha

LIQUID SOUL suíça

FELGUK brasil

& MORE TO COME...

* Line up sujeito a alteração.

LOTE PROMOCIONAL LIMITADÍSSIMO

Pista – R$ 50,00

Vip Stage – R$ 90,00


Contatos:

www.euphoria.art.br

www.kaballah.com.br

Infoline: (21) 7898-8123 / contato@euphoria.art.br

REALIZAÇÃO

Innova, Acesso e Kaballah

PRODUÇÃO ARTÍSTICA

Crash e Wild Artists

APOIO

Prefeitura de Magé e Bamboo Rio Hostel

PROMOÇÃO ONLINE

RioFesta e Plurall

terça-feira, 28 de julho de 2009

Review: Festa Infinita, o entorpecente mundo das raves


Hoje volto aqui para cumprir o prometido, para falar então sobre o livro de Tomás Chiaverini, o FESTA INFINITA, O ENTORPECENTE MUNDO DAS RAVES. Posso dizer que este livro me deixou em uma montanha russo de sentimentos, pois por vezes achei que ele poderia ser uma “enciclopédia” do mundo eletrônico, mas algumas outras vezes tive vontade de tacá-lo pela janela.
O livro foi divulgado informando que era um relato jornalistico imparcial sobre raves, porém desde o inicio achei, e acho, que um assunto tão “polêmico” e com tantos outros assuntos relacionados, como são os eventos de música eletrônica, que é totalmente impossível permanecer imparcial até o fim de um grande relato como este.
Inquestionável é a qualidade do autor, o Tomás Chiaverini, um jornalista que buscou informações com algumas das pessoas mais importantes da cena eletrônica nacional, além de fazer uma pesquisa de campo em alguns dos principais eventos do estado de São Paulo, sendo estes:
- “Earth Dance” - (Itu-SP)
- “Mystic Tribe - 3 anos” - (Itu-SP)
- “Respect” - (Itu-SP)
- “Xxxperience” - (Itu -SP)
- “Xxxperience” - (Ribeirão Preto- SP)
- “Xxxperience” - (Itu-SP)

Além de dois dos maiores festivais do país, o Universo Paralello (Pratigi – BA) e o Trancedence (Alto Paraíso – GO). Obvio é que “apenas” baseado pelo estado de São Paulo e por estes dois festivais, o Tomás não nos passaria uma noção sobre uma cena nacional, mas de acordo com o proposto pelo autor e o apresentado no livro, seu trabalho foi feito de forma espetacular, tendo em vista que o descrito durante todo o livro aparece em forma de texto jornalistico, fazendo com que parecesse que estávamos lendo uma revista especializada.
Vale lembrar que muita gente reclamou sobre este livro ser baseado apenas em eventos paulistas, além dos dois únicos festivais já citados, porém temos que entender que para se fazer uma pesquisa de campo sobre um assunto tão amplo e em um país com dimensões continentais como o Brasil, é necessário muito dinheiro, mas como o próprio autor disse na entrevista pra este blog, “a realidade que se impõe é outra”, apesar dele querer viajar o país e o mundo, se necessário, para escrever um livro.
Festa Infinita conta em relatos um pouco da história da música eletrônica, o seu surgimento e desenvolvimento em terras tupiniquins, além claro dos sentimentos e experiências pessoais do autor que até então nunca havia ido a raves ou festivais.
Uma das informações mais importantes diz respeito ao desenvolvimento dos eventos eletrônicos, onde narra que estes começaram com um grande conteúdo cultural e religioso e com o passar dos anos e com a popularização absurda, aqueles vem sofrendo grandes perdas de conteúdo e foco, tornando-se cada vez mais eventos comerciais, visando e objetivando apenas o lucro, pois grandes empresas produtoras de eventos começaram a perceber o quanto lucrativa as raves passaram a ser, e com isso deixaram de realizar festas de outros gêneros, dedicando-se apenas as festas de música eletrônica.
Tomás Chiaverini ainda acompanha de perto a rotina de Djs e produtores como Rica Amaral, Gabe, Du Serena e do grupo ambientalista Fuck For Forest, a construção e realização do Universo Paralello #09, bem como a rotina de alguns frequentadores deste mundo eletrônico.
Contudo, após escrever um pouco sobre o histórico e efeitos do ecstasy e de tomar uma “bala” dessas ele deixa escapar sua imparcialidade no primeiro parágrafo da página 270: “Nesse momento, tenho certeza absoluta de que não há música eletrônica sem ecstasy, de que aqueles sons são uma espécie de interface com a droga, criados para estimularem os efeitos da MDMA”.
Em um todo o livro é excelente já que traz muitas informações importantes e necessárias para as pessoas que curtem música eletrônica, mas estas devem ser filtradas, pois existem algumas informações e afirmações como a citada acima, que ao meu ver são totalmente inverdades, e com isso o autor foge de seu objetivo, o de ser imparcial para que pessoas que não frequentam este universo tenham uma noção 100% real sobre a cena eletrônica que cada vez mais ganha adeptos.
Digo isto tendo em vista que depois que terminei de ler o livro, minha mãe pediu para ler o mesmo, e esta, uma leiga no assunto, pois tem informações destes eventos através dos noticiários na TV ou jornais e de nossas conversas durante estes (apenas) quase 4 anos que frequento raves, e enquanto ela lia o livro mostrava-se empolgada com os relatos da história e com alguns acontecimentos em festas, além do que era descrito sobre o presenciado no Universo Paralello e de outros assuntos, fazendo com que ela pedisse para levá-la em uma futura edição deste festival.
Porém, informou ainda que o livro seguia um lindo roteiro levando muitas informações de qualidade ao público frequentador ou não deste universo, mas que no final estava totalmente voltado para a ligação existente entre drogas e raves, tendo muitas vezes demostrado uma visão nada imparcial sobre o assunto, e segundo ela, em certo ponto fazendo apologia as drogas e ajudando a concretizar a visão errada que muitas pessoas tem de que todos os frequentadores de raves e eventos de música eletrônica são usuários de drogas.
Sem dúvidas Festa Infinita, o entorpecente mundo das raves, deve ser lido por todos amantes da música eletrônica, pois tem um conteúdo jornalistico e histórico muito bom, que acrescentará muito aos frequentadores das festas eletrônicas, porém este não é um livro imparcial, apesar de se manter assim durante quase toda a sua narrativa. E com isso parabenizo Tomás Chiaverini, por ter conseguido fazer um livro de qualidade apesar de ter tido pouca experiência e vivência neste “universo paralelo”.

sábado, 25 de julho de 2009

"Glamourização das drogas"

"Chico Buarque – Acho que a descriminalização das drogas vai acabar com a sua glamourização. O sujeito que consumir maconha vai ficar aí, meio bobão, achando que está tudo certo. O cheirador de cocaína vai ser um chato social. Acaba a glamourização de se consumir uma coisa proibida.
As drogas sempre despertaram fascínio nos seres humanos e definitivamente nos anos 90 elas entraram de vez na moda através do estilo conhecido como “Heroin chic” popularizado através da modelo Kate Moss nos anos 90.
A característica dessa “moda de corpo” era a magreza, a pele pálida, as olheiras, e alguns traços de androginia.
O heroin chic surgiu junto a popularização da heroína que passava a ser consumida pelas classes média e alta. Outros famosos“seguidores deste movimento” foram Kurt Cobain, Courtney Love, River Phoenix e alguns filmes clássicos da época que trabalhavam em cima desse estilo foram o Pulp Fiction (Tarantino) e Trainspotting (Danny Boile).
O marco inicial, ou o auge, do heroin chic foi a campanha da Kate Moss para Calvin Klein, em 1993, e o declínio foi em 1997, quando um fotógrafo famoso do ramo (Vincent Gallo) morreu de overdose. Vincent era apaixonado por modelos adolescentes com ar de viciadas, ele tem fotografias mundialmente conhecidas por serem responsáveis pela glamourização das drogas (numa delas uma modelo está com uma nota de cem dólares enrolada na mão prestes a cheirar pedras de diamante).
Modelos e campanhas a parte, essa moda não se restringe às passarelas. Escândalos envolvendo celebridades, drogas, internações, bebedeiras e vexames públicos têm suas fotos publicadas em sites de fofoca internacionais e servem como passa-tempo e “inspirações” para jovens e não tão jovens, do mundo todo.
Em 1995, o filme Kids viria pra reforçar ainda mais esse estilo de vida junkie. As cenas do filme chocaram professores, pedagogos, sociólogos e pais do mundo todo. Segundo os críticos, as cenas iriam despertar o interesse dos jovens pela vida desregrada, pelo abuso do álcool, das drogas e pela prática do sexo precoce e sem proteção.
Em 2000 foi à vez do filme Requiem for a Dream que também explorou o tema. Com uma história moderna, que se passa nas ruas do Brooklyn, e conta a vida paralela de quatro pessoas que decidem procurar uma vida melhor. “Requiem for a Dream” é um dos filmes mais pertubadores sobre o mundo dos “junkies”. Uma obra completamente soberba onde cada imagem e cada som é exemplarmente bem tratado e transformado num momento de beleza indiscutível.
O filme mostra o percurso triste, mas real, de vários personagens ligados, de um modo ou de outro, a um vicío, de uma forma muitas vezes chocante e até mesmo sádica, que nos provoca um nó na garganta ao concluir de fato que “A Vida Não É Um Sonho”.

Sociedade Dionisíaca
Dioniso, como reza a lenda, era o deus das festas, do vinho em particular e do prazer. Filho de Zeus – o deus supremo – com a princesa Sêmele. Foi o único deus filho de uma mortal.
Superficialmente, o caráter dionisíaco tem uma grande aproximação na formação do ser humano moderno, por sua imagem de um deus frívolo, de bebedeiras – personificação da liberdade do homem agindo pelos seus instintos naturais, vencendo a razão e a moral. Na Grécia antiga os cultos epifânios celebrados em homenagem a essa divindade eram cinco dias de folias ungidas com muito vinho. Durante as festas ninguém poderia ser detido e quem estivesse preso era solto para participarem das comemorações. Segundo Nietzsche, esses rituais eram a pura manifestação de vitalidade aprisionada pela moral, pelo preconceito e pela razão.
A maior referencia moderno ao culto de Dioniso é o carnaval. Sua influência é concebida até os dias de hoje. Muitos historiadores acreditam que o carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e as festas similares em Roma. O carnaval é, por natureza, uma festa dionisíaca. Marcada pelas liberdades interiores manifestadas exteriormente como nos cultos antigos. Durante sete dias de festas os homens se desprendem dos preconceitos, da moral repressora estabelecida que permeiem seus cotidianos para então assumirem a identidade dos mais verdadeiros desejos do ser.
É nesse estado de graças que o homem assumiu seu caráter genuíno; estabelecendo sua vontade de como ser, agir e pensar sem a influência dos cânones da sociedade que inibi o livre arbítrio formando o ser humano civilizado. Assim, o mito de Dioniso predomina sobre todos nós, como o sonho de exercer nossas vontades acima da razão, e sermos o que realmente somos ao invés de sermos o que querem que sejamos para que não infrinjamos as leis que estabelecem a realidade aparente de nossa sociedade falida.

O Mito da Liberdade consumida
O vocábulo liberdade, do latim libertate, se caracteriza pela faculdade de cada um se decidir ou agir segundo sua própria determinação.
Se falamos em liberdade, é porque conhecemos o seu oposto.
Vale ressaltar que tanto a mentalidade dionisíaca como as drogas aqui são apenas engrenagens de uma gigantesca maquina de manipulação.
Refletir sobre a liberdade é algo imprescindível nos dias atuais, principalmente quando nos deparamos com uma falsa liberdade difundida pelos meios de comunicação e amplamente consumida pela nossa sociedade moderna.
Essas práticas, muito ligadas ao egoísmo e ao individualismo do consumo desenfreado, funcionam como uma terrível armadilha social: Seduzem e encantam ao mesmo tempo em que viciam e cegam.
“Sou livre e, em nome da minha liberdade, coloco o meu prazer em primeiro lugar”. Interessante essa afirmação… Ter ou Ser?"
Matéria retirada do Blog do Roosevelt: