quarta-feira, 22 de julho de 2009

I Love Electro

Após a linda e inesquecível edição de Búzios, a festa mais querida do Rio de Janeiro tirou férias, deixando todo o seu público cheio de vontade de estar mensalmente curtindo aquele clima de amizade, felicidade, respeito e união, além claro de muita música de qualidade que pairava e reinava durante a realização de cada edição.
Sendo assim, a I Love Electro volta com muitas novidades para seu público, a primeira delas é que a partir de agora serão feitas parcerias com os principais eventos do Rio de Janeiro, e estes contarão com a pista I Love Electro Club, e a primeira festa a receber a “club” acontecerá no próximo dia 19 de setembro, a E-Soul.

Line Up E-Soul:

TEMPLO E-SOUL
23:00 Rafil
01:00 Signal Explorer Live
02:00 Jamessem
04:00 STEPH
05:40 YAGÉ Live
07:00 RAVI
09:00 Urucubaca Live
10:00 ZION IN MAD Live

I LOVE ELECTRO CLUB
23:00 Galaxy Project
00:00 Fernando Voight
01:00 Andreh Sassah
02:00 NANDO PAVÃO
03:30 Chronos
04:30 Caroles
05:30 BRUNNO MONTERO
06:30 Steph
08:00 LISBOA E PETRUCCI live act
09:00 Bounce

Continuando as surpresas e novidades... A I Love Electro em breve estará com um projeto em uma rádio fm do Rio. E como se não bastasse essas duas ótimas notícias, foi anunciada a edição I Love Electro Evolution, evento este que acontecerá em uma boate de maior porte e contará com a maioria dos headliners que já comandaram as pistas da I.L.E até hoje.

Aguardem maiores informações.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Rio, o futuro de Juiz de Fora?

Estou longe de ser um defensor das raves do Rio e um crítico das de Juiz de Fora...
Só não concordo com a, quase que, santificação das festas de outros estados.
Eu vejo, poucas diferenças, e entre as principais, sendo as únicas importantes a meu ver são os valores que são cobrados no bar e a duração do evento. Fala-se tanto sobre o valor do ingresso, mas me parece obvio, que o ingresso tem que ser mais barato, em comparação aos dos eventos do Rio, para ter um atrativo maior para o público de fora de JF, já que cada vez mais o público alvo das festas de lá, é o carioca. Com isso, se o ingresso fosse o mesmo preço daqui, não seria vantagem, em muitos casos, mesmo com o line maior, já que ainda seria gasto muito mais com a condução (gasolina, pedágios e afins).
Por exemplo, neste line da Goa de agosto, que contará com Pixel, Liquid Soul e Ticon, fato é que está muito bom e bem coeso, mas como aqui no Rio, não tem nada de novo, a não ser o Aaren San.
Gosto de ver e admiro eventos de qualidade independente do estado, tanto fala-se do pré conceito existente em raves, mas esse, o de que as festas do Rio são uma merda, já é conceito existente e que as pessoas fazem questão de espalhar. No mês passado, fui a Kaballah, e para mim foi uma das melhores festas que já tive o prazer de ir até hoje, sendo a melhor das Kaballahs que aconteceu no Rio.
Outra coisa que não entendo, alias entendo sim, é o prazer e a única sensação de satisfação de reclamar sobre algo. Um exemplo recente é que todo mundo estava falando muito sobre as últimas apresentações do David Amo e Julio Navas, pois eles "renovaram" o som deles, pararam de tocar aquele electro prog de "inicio de carreira", passando a tocar desde o electro prog ao minimal, passeando e brincando com muita técnica pelo low bpm, já na Kaballah, podemos dizer que eles "voltaram as raízes", como muita gente tanto implorava, e o que aconteceu? As pessoas continuaram reclamando. E qual era o motivo? Eles estavam tocando o electro prog que todo mundo implorava para eles tocarem de novo! rs
Acho que as pessoas tem que parar um pouco de reclamar só por reclamar, parar de ter pré-conceitos, achando que tudo é sempre a mesma coisa ou que são mais “PHDs” no trance do que outras pessoas simplesmente porque frequenta raves em outros estados.
Como foi dito acima o alvo das festas de Juiz de Fora, cada vez mais vem sendo o público carioca. Percebendo isso, as grandes produtoras dos grandes eventos do Rio de Janeiro, as chamadas Megas Raves, tais como Kaballah, Euphoria e Tribe, já começaram a migrar para lá. A Euphoria foi a primeira, com parceria com produtoras locais, como a Ganesh e a Privilege, e agora foi anunciada a primeira edição da Kaballah.
Foi muito esperada uma mega estrutura para a primeira edição da Euphoria, por causa da união das produtoras que são reconhecidas pela qualidade e organização de seus eventos, mas o que foi comentado após o evento, que aquelas deixaram muito a desejar.
Tenho medo do futuro das festas que acontecerão em Juiz de Fora, já que é claro que com a “cena carioca” migrando para lá, aquela ficará tão visada quanto a do Rio de Janeiro, fazendo com que vários oportunistas apareçam por Minas, entre eles políticos que visam “regulamentar” os eventos de música eletrônica, com o único e claro objetivo de o proibirem e coibirem a realização dessas festas, e como foi feito no Rio de Janeiro, com justificativas imbecis e preconceituosas. Espero que eu esteja muito errado e desejo muito sucesso aos eventos mineiros e aos cariocas, pois assim quem ganha com isso é o público.
Existem eventos de qualidades em ambos lugares, porém também existem festas que não são tão boas, e estas não são exclusividades do Rio de Janeiro. O problema não é reclamar, pois devemos reclamar sim e reivindicar nossos direitos, porém devemos usar fatos e fundamentos para isto, para que assim possamos ter uma melhoria nos eventos ocorridos, dando então opiniões e sugestões aos produtores. O que abomino é o reclamar por reclamar, sem motivo ou justificativa.

domingo, 19 de julho de 2009

Cristal na Veia @ Nic Sheff

"Cristal na Veia é um relato emocionante, em primeira pessoa, de Nic Sheff sobre sua entrada no mundo das drogas, o auge do vício, suas violentas recaídas e a necessidade de tratamento.
Com 11 anos, ele experimentou sua primeira droga: o álcool. Depois vieram maconha, cocaína, ectasy, heroína, crack e principalmente a metanfetamina ou cristal. Ele conta que quando usou cristal pela primeira vez foi como se tivesse recebido um presente de Deus.
Foi mais de uma década de dependência, durante boa parte deste tempo morou nas ruas, prostituiu-se, vendeu drogas e tirou seu próprio alimento do lixo. Filho de pais separados, Nic foi criado pelo pai no norte da Califórnia, e, a partir de uma certa idade, sua convivência com ele era ocasional, muitas das vezes para roubá-lo, uma forma de conseguir sustentar o seu vício.
Nic não poupa detalhes, conta seus encontros com a lei, as várias tentativas de tratamento fracassadas, a vez em que quase morreu de overdose e o episódio no qual quase perdeu o braço devido uma agulha infectada. Um relato vivo, um desabafo atormentado, mas cheio de esperanças.
Cristal na Veia foi publicado em 2007 nos Estados Unidos e se tornou um fenômeno de vendas. Nic Sheff é também uma personalidade da Internet, tanto sua página no My Space quanto seu blog recebem inúmeras visitas diárias.

Sobre o Autor:
Nic Sheff é um ex-drogado e alcoólatra. Tem 26 anos e luta diariamente contra seus vícios. Publicou vários artigos na Newsweek, Nerve e San Francisco Chronicle. Cristal na Veia é seu primeiro livro."

Review primeiro capítulo:
Um livro ou um diário de um adolescente curioso em busca do prazer do “proibido”?
O livro diário encanta pela riqueza de detalhes, levando-nos para dentro do fato, onde fica claro a curiosidade de um adolescente que tem sua vida toda “regrada”, mas que se depara com o mundo “prazeroso” da droga, afinal se “meu pai usa, por que eu não posso?”
Mostrando, desta forma, que as drogas estão presentes em qualquer lugar, independente de responsabilidades maiores, ou não, que a pessoa tenha na vida. E ainda, que quando tudo parece sob controle, a recuperação “concluída”, após anos seguidos desfrutando as mais diferentes formas de sensações produzidas pelas mais diversificadas drogas, seu “radar” te leva novamente ao encontro do “proibido”, porém parecendo que desta vez o encontro da plenitude das maiores e melhores sensações tenha sido experimentada por Nic, após inalar o cristal, fazendo-o com que se sentisse completo.
Contudo, o encontro daquela sensação jamais sentida antes e a busca incessante para senti-la novamente tira a vida de Nic do rumo, fazendo com que arrombe sua própria casa, após ser expulso desta, para roubar seus pais e ainda rouba centenas de dólares de seu emprego para comprar a droga. E após passar por centros de reabilitações e achar que pode se drogar socialmente, Nic encontra Lauren quando já buscava novamente o prazer que a metanfetamina lhe proporcionou meses antes, encontrando a droga através de um jovem que traficava junto com seu pai.
E encontrando também todo um passado que havia deixado para trás, com objetivos claros para seu futuro e após usar novamente o cristal e passar por lugares da sua infância, relembrando momentos de sua vida, fazendo com que se sentisse “sujo” diante de tais recordações, mas nada que o proibisse de roubar novamente seus pais para sentir o prazer cristalizado junto a Lauren.
Com uma texto incrível, o livro mostra todo o caminho percorrido de forma leal e real por um jovem indo de encontro a um prazer que aos poucos e com perfeitas e prazerosas sensações falsas, faz com que sua vida saia e perca totalmente o rumo. Mas qual seria o fim, ou não, deste jovem? Pelo que dá a entender é um livro muito construtivo e útil para as pessoas, já que este é contado em primeira pessoa, e seu autor, o personagem principal, o que conclui-se que este deu a volta por cima e sobreviveu para contar essa história e ajudar muitos jovens que estão andando pelo mesmo caminho.

sábado, 18 de julho de 2009

DJ Caroles...

Este é um dos principais nomes do electro carioca atual. Sem dúvidas a combinação beleza, feminilidade e bom gosto musical, faz dessa DJ uma das mais queridas do público do Rio de Janeiro.
Caroles leva pra pista um som baseado no electro, mas passeando pelas suas principais vertentes e também pelo techno e prog house, e ainda, passando por estilos inusitados e quase nunca escutados nos principais dancefloors do país, como o electroclash e breakbeat, fazendo assim sua apresentação tornar-se única e inesquecível em cada festa que toca devido a sua diversidade musical que leva para a produção de cada set, tornando-se este único, por causa das suas inúmeras e variadas músicas que sempre estão mudando de um evento para o outro, fugindo completamente de sets prontos, como somos acostumados a ver, infelizmente.
Por onde passa esta DJ vem conquistando mais o público com seu electro pesado, em que foge totalmente dos sets de electro tradicionais e constantes de vários djs e projetos eletrônicos, com suas mixagens precisas e perfeitas, deixando a pista sempre muita viva e dançante, Caroles mostra todo seu diferencial e porque vem sendo uma das principais Djs em ascensão na cena eletrônica. Com certeza você ainda irá escutar muito este nome, pois ela tem sido fantástica e sempre levando sets diversificados e de qualidade inquestionável à todas as pistas que comanda.
Nesse mês de julho a Caroles lançou o set Break The Beat onde acontece uma “mistura cremosa e inconsequente” do electro-house, electro-clash, techno e breaks com “vocais audaciosos e batidas extravagantes”.

Break The Beat: http://www.4shared.com/file/118313516/632958c5/Caroles_-_Break_the_Beat__jul_2009__mp3.html

Tracklist:

01 - Kasper Bjorke - Doesn't Matter (Lulu Rouge Remix)
02 - Kid Kaio and Rowel Sinester - Dirty freakz (original mix)
03 - Worthy - Work The Walls (Magik Johnson's Shake The Walls Remix)
04 - Robb G - 12 Inch Therapy (Bass Kleph's Dirty Ows Mix)
05 - Micky Slim vs House of pain - Jump Around (Tommy Trash Remix)
06 - Missill - Glitch feat Jahcoozi (Shadow Dancer Remix)
07 - Circuit Freq - Black Chrome (Vandal Remix)
08 - Curtis B - It Gets Harder (Original Mix)
09 - Koma & Bones - Morpheus (10 Rapid Remix)
10 – Banga & Calvertron - Turn It Up (Aquilaganja Remix)
11 - Lazy Jay - Hammer Down (Original Mix)
12 - Vandal - Captain Magic (Original Dirty Vox Filth Mix)
13 - 10 Rapid - Sonic Weapon (Original Mix)
14 - The Brash - Mute (Jokers Of The Scene Remix)
15 - The Rogue Element - Shuffle And Clap (Original Mix)
16 - Mike Cortez and Poldee ft Lj MTX - We Like It (The Octopus Remix)
17 - The Rogue Element - Soretooth (OriginalMix)

Todos os sets da Caroles estão disponíveis para download em sua comunidade oficial e sua agenda completa, no myspace.

Myspace: http://www.myspace.com/djcaroles
Comunidade Oficial: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=91640220

Entrevista: http://rodrigocostamarques.blogspot.com/2009/04/entrevista-caroles.html

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Orbital Club @ 25Julho

A Orbital volta ao Rio no próximo dia 25 de julho, sendo a edição Orbital Club realizada na Terra Encantada (BarraShow), a partir de 22:00h, com três dos principais nomes alemães em seu line, D-nox & Beckers e Oliver Huntemann, além de contar com os brasileiros Du Serena, Rafael Daham e Ricardo Estrella.
Vale lembrar que a edição da Tribe Rio que aconteceria no dia 25 de Julho foi adiada para o dia 03 de outubro por causa do cancelamento de todos os eventos de música eletrônica no Rio Centro.

Line Up:
22:00 RICARDO ESTRELLA
00:00 DU SERENA VS DAHAN
02:00 OLIVER HUNTEMANN
04:00 D-NOX & BECKERS LIVE e DJ SET
07:00 ENCERRAMENTO
Release:
" A ORBITAL CLUB apresenta um verdadeiro universo high-tech, onde a música unida à tecnologia dará boas vindas ao futuro.
O público será transportado para um ambiente repleto de projeções de alta definição, com iluminação de ponta e estrutura futurista que transformarão o Barrashow (Terra Encantada) num imenso Clubstage como nunca visto antes.
Apostando em uma nova direção musical, focada em artistas referencias em vertentes como techno, electro, progressive e tech-house, ORBITAL CLUB reúne pela 1ª vez em uma festa carioca três grandes nomes da atual musica eletrônica alemã: Oliver Huntemann e D-Nox & Beckers.
A cena nacional será representada pelo talento e qualidade do DJ carioca Ricardo Estrella (Tropical Beats) e dos convidados especiais Du Serena & Dahan (Carambola).

ORBITAL CLUB. O futuro começa agora...

Ricardo Estrella
http://www.myspace.com/djricardoestrella
Conhecido por sua competência, qualidade e técnica e muita identificação com a pista, Ricardo Estrella é um dos nomes de maior peso na cena eletrônica nacional, caminhada começou desde aos 18 anos, tocando hip hop e dance em pequenas festas no Rio de Janeiro.
Sua trajetória destaca-se apresentações ao lado de inúmeras celebridades internacionais de primeira linha como: Trentemoller, Anthony Rother, Extrawelt , Oliver Hunnteman, Stephan Bodzin, Dominik Eulberg entre outros.
Seu aperfeiçoamento técnico e o reconhecimento dos profissionais do meio foram fator diferencial para torná-lo, hoje, um dos artistas mais cobiçados pelas principais produtoras de todo o País.

Du Serena
http://www.myspace.com/duserena
Um dos nomes mais presente e requisitado na cena brasileira de psy-trance, começando a interagir com esse universo no final dos anos 90, quando o psy começava a se popularizar por aqui.
Seus sets envolvem várias vertentes da House Music. O próprio artista defini seu set como "Minimal Tech". Voltado ao Minimal mas com forte influencia do Techno criando assim uma atmosfera High Tech em suas apresentações.
Foram varias apresentações na Europa e no Oriente Médio. Du Serena se notabilizou e participou de núcleos internacionais.

Dahan
http://www.dahan.com.br/
Um dos principais responsáveis pelo enorme salto do Trance no Brasil nos últimos anos, Dahan tem se apresentado regularmente em importantes clubes, festas e festivais pelo Brasil.
Suas apresentações conseguem transitar entre vertentes e trabalhar com BPMs de 127 a 145 sem perder a pista, do minimal ao full on groove passando pelo trance progressivo e electro house.
Recentemente fundou a Carambola Records, gravadora que em seu curto tempo de vida já se firmou no cenário nacional com lançamentos de altíssima qualidade em seu primeiro ano, como Astrix, Wrecked Machines, Xerox e Illumination, Psysex, Psycraft e muitos outros.

Oliver Huntemann (ALEMANHA)
http://www.myspace.com/huntemann
Nascido no norte da Alemanha foi influenciado pela onda da cultura americana que invadiu a Europa no fim dos anos 70, adquirindo influências que vão desde o rap ao grafitti. No final dos anos 80, com a tempestade do Acid House, percebeu que essa era a sua aspiração e começou a tocar e produzir, realizando também suas próprias festas de techno.
Além de ótimo DJ é um exímio produtor destacando-se com remixes para grandes artistas da música eletrônica, como Depeche Mode, Underworld e Chemical Brothers, além de ter feito parcerias com Dubfire e Stephan Bodzin.

D-NOX (ALEMANHA)
http://www.myspace.com/djdnox
Christian Wedekind conhecido mundialmente como D-Nox é reconhecido internacionalmente por suas performances e seus sets são inovadores com estilo próprio que de House Music, variando entre progressive e Tech House enquanto ele incorpora aspectos de Techno e Trance.
Seu nome é constante nas nas melhores festas e clubs do mundo como Buenos Aires, Tokyo, Melbourne, Vienna, Budapest, Oslo, Londres, Sao Paulo, Mexico City, Lisboa, Berlin, Copenhagen, Barcelona, Zurich, Zagreb, Tel Aviv e vários outros, sem contar os mais famosos festivais do mundo.
D-Nox vem também trabalhando em suas produções, desde seu primeiro trabalho em 2003 chamado Groove Express, hoje é constante a parceria com Frank Beckers.

Beckers (ALEMANHA)
http://www.myspace.com/frankbeckers
Um dos produtores mais bem estabelecidos trabalha como DJ a mais de 10 anos figura que transita nas principais pistas sejam elas em Nova York, Tokio, Melbourne, Rio de Janeiro, Cidade do México, Helsínquia, Lissbon, São Paulo, Estocolmo, Copenhague e Budapeste.
Seus sets sofrem influências de House Progressivo, Electro e as batidas vibrantes do Techno. Frank antes de se aventurar no circuito eletrônico desde a infância esteve envolvido com a música quando participava de bandas durante sua juventude.
Além da parceria com D-Nox já colaborou com importantes DJs e produtores da cena como David Amo & Julio Navas, sua faixa “Switch” virou hit e ficou no topo das paradas mundiais de sucesso."
Maiores informações em:
(21) 2512.7019
www.orbitalclub.com.br

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Review: Mega Friends

“No último domingo, 12 de julho, em Juiz de Fora, foi realizada mais uma edição da Mega que contou com a parceira da Friends, outra grande festa, que juntas trouxeram para cidade grandes nomes da música eletrônica para um domingo perfeito de muita paz, harmonia e alegria.
Chegando à festa, Nano Tech estava chegando ao final de sua apresentação e lá de fora a vontade de dançar já era grande. Após uma entrada organizada e sem filas, com pessoas educadas recebendo os ingressos e verificando os nomes na lista, pude perceber o clima de amizade e de confraternização que lembrava as festas de antigamente no Rio, como disse um amigo. Dando uma volta pela festa pude notar a presença de uma decoração mais trabalhada porém simples, deixando a festa com um visual lindo e hipnotizante. Outra coisa que me chamou bastante atenção foi a presença de um número significativo de lixeiras pelas festas que para minha surpresa foram bem utilizadas até o fim do evento, deixando todo dancefloor do sítio mais limpo e mais gostoso de dançar.

Depois de caminhar pela festa comecei a curtir o final da apresentação do Nano Tech que a essa altura já estava dominando a pista com aquele electro forte e dançante que se mistura a outros estilos, deixando suas produções originais e difíceis de escutar por ai. Logo depois veio Alex Mind, um projeto que até aquele momento era desconhecido e que de forma surpreendente deixou a pista em total euforia, trazendo um som conceitual que vai do Electro ao Prog House sem deixar a pista descansar um minuto sequer e com isso se mostrou uma das grandes revelações da festa na minha opinião. Em seguida Fractal System subiu ao palco para deixar o que já estava bom, melhor ainda, trazendo para a pista aquele electro pesado e bem marcado fazendo com que todo mundo dançasse e vibrasse a cada virada, deixando o público em estado de total alegria com o som da dupla.

Depois dessa seqüência fui ao bar e me deparei com uma pequena fila e uma boa surpresa: preços justos e coerentes aos produtos vendidos. Na verdade não é uma surpresa e sim o justo, nós cariocas que estamos sendo obrigados a ir em festas e pagar 5,00 reais numa garrafa de água quando vemos um preço justo nos espantamos. O bar estava bem funcional, atendimento rápido, bebidas bem geladas, atendentes educados e tudo bem organizado como manda o figurino. Neste momento o Sintetic System estava se apresentando e o que pude perceber foi uma apresentação inconstante que às vezes se perdia na seleção de músicas o que em determinados pontos deixava a pista parada e quando menos esperávamos vinha com uma injeção de ânimo trazendo de volta para a pista toda alegria desaparecida.

Eis que Dimitri Nakov sobe ao palco e como já era de se esperar ele já veio forte, fazendo com que todos chegassem para frente do palco e delirar com aquela transição espetacular que partiu do full on e foi caindo até o techno de forma surpreendente e limpa. Fazia tempo que não assistia uma transição tão boa, ainda mais caindo no techno e o que ele apresentou foi uma seleção de músicas espetaculares fazendo com que todo mundo dançasse do inicio ao fim.

Para alegria geral da nação começa a apresentação do Rank Tamp e como já era de se esperar todo mundo ficou MUITO DOIDO MESMO! Foi uma apresentação linda com uma seleção de músicas surpreendentes que mostrou para todos a evolução da dupla e o motivo de estarem fazendo tanto sucesso por onde passam. Uma cena marcante foi no final da apresentação quando eles começaram a tocar Born Slippy e lá de cima se via toda galera feliz e emocionada num clima de total harmonia entre público e dj, simplesmente lindo.

Logo depois teve inicio a apresentação de Milton Channels, dj colombiano que há muito tempo faz sucesso lá fora e que estava de tour pelo Brasil. Logo de inicio ele já prendeu a atenção de todos com uma intro diferente e bem engraçada com a música tocada no desenho Inspetor Bugiganga e em seqüência mandou um de seus sucessos, Black is Back, fazendo com que o público dançasse animadamente e mostrando o porquê de grandes nomes nacionais e internacionais vêm tocando suas músicas atualmente.

Em seguida veio Analog Drink trazendo para pista um prog de altíssima qualidade e mostrando o motivo do projeto já ter se apresentado em um dos maiores festivais da atualidade que é o Universo Paralello e deixando a pista numa sintonia perfeita entre a música e o público ali presente. Infelizmente o final da festa estava chegando e Minimal Criminal já iniciava sua apresentação com um som sério e reto, fazendo com que a festa tivesse
inicio novamente deixando aquele clima de fim de festa bem longe e proporcionando àqueles ali presentes uma viagem alucinante e mágica.

Para todos, aquele era o final da festa mas para nossa surpresa eis que Duzzy sobe ao palco e começa a tocar um groove nervoso, prendendo todos no sitio para mais uma hora de alegria e animação ao som de melodias trabalhadas e de uma técnica surpreendente, deixando mais longe ainda o clima de final de festa e não deixando ninguém parado até que o som fosse desligado.

Gostaria de finalizar parabenizando toda produção por este evento maravilhoso, que vem crescendo a cada edição e dizer que como muitas Megas possam acontecer e fazer com que nossos domingos sejam perfeitos como este.”
Fica nítido com este evento, que a cena eletrônica ainda pode viver momentos perfeitos de união entre público e produção, pois claro era a preocupação da produção com o público, tendo em vista a organização, o line e os justos preços que predominaram na primeira edição da Mega Friends, além claro de um clima de paz, confraternização e amizade que imperou durante toda a festa, segundo relatos.

E em Setembro... MEGA 1 ano, aguardem!

Review por Rafael Donário.




quarta-feira, 15 de julho de 2009

Line Off @ Roberta Sá

A partir de hoje o blog contará com um espaço denominado LINE OFF, ou seja, um espaço onde trarei artistas que encontram-se fora de qualquer line de qualquer grande evento de música eletrônica. Não! Não estou falando de um lugar em que falarei sobre aqueles projetos e djs mais desconhecidos, mas sim sobre um lugar criado para mostrar aos amantes da música eletrônica que existe muita música de qualidade longe das batidas eletrônicas.
A princípio pretendo trazer cantoras “desconhecidas do grande público”, porém artistas com qualidades inquestionáveis que tem feito uma grande renovação na MPB e em um estilo totalmente carioca que vem renascendo com força nas vozes de novas grandes cantoras, o Samba.
Vale dizer que o que estará por aqui é um gosto pessoal, mas que aconselho bastante vocês escutarem, para “fugir” um pouco das ótimas e constantes músicas eletrônicas que estamos acostumados a escutar quase que diariamente.
Sou totalmente a favor de que uma mesma pessoa admire e goste de vários estilos musicais, não acho correto certos rótulos e preconceitos que muitos frequentadores, ou não, da “cena eletrônica” têm, muitas vezes dentro mesmo da música eletrônica, como alguns que dizem que full on é coisa de “frito”, enquanto o low bpm é música de “gente madura”, dos “reais admiradores e entendedores da e-music”. Não é difícil admirar e respeitar estilos musicais completamente diferentes entre si.
Espero que gostem!

Para estrear...

Roberta Sá!
Sem dúvidas a cantora que mais me agrada nesse ressurgimento do samba e da bossa. A renovação da MPB sem dúvidas passa pelas cordas vocais desta que tem sido considerada uma das melhores e em maior ascensão na carreira de sua geração de cantoras.

Seu trabalho mais recente é o “Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria”, mostrando que a música brasileira está mais viva do que nunca, além de bem atual e interessante através de músicas inéditas e contemporâneas, e regravações como as do samba de 1972 e o de 1951, o “Alô Fevereiro” e “Interessa?”, respectivamente, sucessos de Doris Monteiro e Linda Batista, que aparece mais contemporâneo e atual na voz dessa jovem cantora.
Para os que acham que já escutou o nome Roberta Sá em algum lugar... Ela foi uma das participantes de uma das primeiras edições do reality show, Fama da Rede Globo, programa este que ela não foi a vencedora e nem teve muito sucesso, pois era constantemente “gongada” pelos jurados do programa.

Contudo, como foi dito, com uma carreira em ascensão, Roberta Sá tornou-se uma das principais expoentes da atual música brasileira, está para ser lançado seu primeiro DVD, sendo este homônimo ao CD, que foi gravado no primeiro semestre de 2009 no Vivo Rio. E constantemente é vista fazendo participações em grandes shows e em coletâneas da música popular brasileira. Já cantou com Marcelo D2, Chico Buarque, Dudu Nobre, Frejat, MPB4, Ney Matogrosso, entre tantos outros artistas renomados. Roberta tem sido constantemente elogiada por críticos da música, no ano de 2008 concorreu ao Grammy Latino de Revelação, e este ano concorre na categoria de melhor cantara no Prêmio Multishow.

“Que belo estranho dia pra se ter alegria

Uma cantora com a musicalidade, o conhecimento e o gosto de Roberta Sá, e com sua precoce maturidade técnica, não precisa de motivo para cantar. Canta porque gosta, o que gosta (música brasileira!) e para quem gosta. Pronto.
Mas neste seu segundo CD, Que belo estranho dia pra se ter alegria, Roberta tem também, e nitidamente, outra intenção: a de mostrar que a sua (nossa) tão amada canção brasileira continua viva, atual, interessante. Roberta parece querer dar a sua visão do que seria o contemporâneo na música popular brasileira. Ambição que, evidentemente, vem espalhada nas canções, sem comprometer a fluidez desinteressada delas.
Não por acaso, pinça o título de um verso da discreta obra-prima do universo lírico e estranho do pernambucano Lula Queiroga, a bossa nova “Belo estranho dia de amanhã”. A melodia, cheia de curvas, e a harmonia cheia de dissonâncias carregam uma letra que mostra a intenção lírica do disco, e da música brasileira segundo Roberta Sá: “O argumento ficou sem assunto/Vai ter mais tempo pra gente ficar junto/Vai ter mais tempo pra enlouquecer”. Nesse dia apocalíptico em que “os políticos amanhecerão sem voz”, a canção se utiliza tão bem do vocabulário e das coisas contemporâneas _ “Notícias perderão todo controle dos fatos/Celebridades cairão no anonimato/Palavras deformadas/Fotos desfocadas vão atravessar o Atlântico/Jornais sairão em branco/E as telas planas de plasma vão se dissolver” _ que serve perfeitamente para Roberta mostrar que, sim, a música brasileira está aí e que uma jovem de vinte e poucos anos pode se expressar através dela.

Na sua redefinição do contemporâneo, Roberta regrava um velho samba como “Alô fevereiro”, feito em 1972 pelo injustamente esquecido Sidney Miller, sucesso naquele ano na voz de Doris Monteiro. No arranjo do produtor Rodrigo Campello, há praticamente um século de história da música de rua do Rio de Janeiro: do maxixe da introdução, dos contrapontos da flauta e do saxofone (ambos de Eduardo Neves) à maneira de Benedito Lacerda e Pixinguinha, ao balanço de samba carnaval que vai se transformando num funk carioca, para depois voltar ao samba. No diálogo com a tradição da música brasileira, Roberta recupera um velho sucesso de Linda Batista, “Interessa?” (de 1951), e exerce uma de suas especialidades como cantora: emprestar sua juventude a velhos sambas buliçosos, como aquele que a tornou conhecida, “A vizinha do lado”, de Dorival Caymmi.

E mostra que domina tão bem o universo tradicional da música brasileira que debuta como compositora (em parceria com Pedro Luís) justamente num tradicionalíssimo samba-choro, “Janeiros”, conduzido pelo violão de 7 cordas de Rodrigo Campello e percussão de Marçalzinho.
Contradição? Não, como vai se ver mais adiante, quando Roberta trata da mesma forma contemporânea sejam sambas moderníssimos de autores mais velhos ou sambas retrôs de autores mais jovens. Ou alguém tem dúvida de que “Cansei de esperar você”, belíssimo samba clássico de Dona Ivone Lara e Delcio Carvalho (pinçado do repertório do incontornável grupo Fundo de Quintal) e o inédito samba de roda “Laranjeira”, do santamarense Roque Ferreira, não se encaixem perfeitamente a música brasileira de hoje?

Ou que “Samba de um minuto”, de Rodrigo Maranhão com insuspeitado sabor de Ataulfo Alves, e o tradicionalíssimo “ Novo amor”, do também jovem compositor carioca Edu Krieger não sejam igualmente expressão da música brasileira de hoje, das jovens noites da Lapa de hoje, apesar do jeito antigo?
Em comum, para além de serem sambas de hoje, há o frescor da voz de Roberta Sá e a busca não da modernidade pela modernidade ou da tradição pela tradição, mas do belo, da forma melhor de dizer aquelas melodias e palavras, das invenções e surpresas em cada faixa. Em “Novo amor”, por exemplo, o bandolim virtuoso e moderno de Hamilton de Holanda dá novas cores e climas ao samba, transformando-o em modinha, em valsa, até em fado.

A dupla Pedro Luís e Carlos Rennó mandou dois petardos, a explosiva list song nordestina “Fogo e gasolina” (que Roberta canta com Lenine) e o “Samba de amor e ódio”, perfeitamente integrados no espírito do disco, o de buscar a expressão mais atual para gêneros da música brasileira.
Igualmente como que transposto imediatamente das ruas (no caso as de Salvador) para nossos ouvidos está “Mais alguém”, de Moreno Veloso e Quito Ribeiro, uma marcha-rancho com insuspeitado sabor de canção tropicalista no arranjo de Rodrigo Campello _ em mais uma visão pessoal de Roberta de uma maneira contemporânea de se fazer música brasileira.

E se esse “Que belo estranho dia pra se ter alegria” começa em forma de oração, “O pedido”, bela canção meio mântrica de Junio Barreto, acaba em festa. “Girando na renda”, um irresistível samba de roda de beira de praia de Pedro Luís, tem a sua simplicidade harmônica vestida luxuosamente pelo Pife Muderno, o grupo de sopros e percussão de Carlos Malta, e diz bem das intenções do segundo CD de Roberta: “Reza quem é de rezar/Brinca aquele que é de brincadeira/Quem é de paz pode se aproximar/Hoje é festa pruma noite inteira”, diz a letra, mais cristalina impossível.
Braseiro, primeiro CD de Roberta Sá em 2004, era um cartão de visita, uma declaração de intenções de uma cantora para com a música brasileira. Que belo estranho dia pra se ter alegria, que dá continuidade à sua parceria com o selo MP,B (Universal Music) e com o produtor Rodrigo Campello, é o mergulho dessa cantora, cada vez mais amadurecida, no agitado mar de seus contemporâneos, quer nos temas, quer nas formas, quer nos parceiros. O resultado é belo e estranho como bela e estranha sempre foi a música brasileira.
Hugo Sukman
Agosto/2007 “


Algumas músicas da Roberta para serem baixadas:
http://www.4shared.com/account/dir/17494988/594ba004/sharing.html?rnd=22#

Tracklist:
01 Falsa baiana
02 Amor Blue
03 Fogo e Gasolina
04 Belo Estranho Dia de Amanhã
05 Laranjeira
06 Meu Sapato Já Furou
07 Samba de Amor e Ódio
08 Verdade - Roberta Sá e Diogo Nogueira
09 Novo Amor
10 Minha Missão - Roberta Sá e Marcelo D2
11 Afefé
12 Ame - José Maurício e Roberta Sá
13 Dia Branco
14 Essa Moça Tá Diferente
15 Mais Alguém - Palco MPB
16 Pressentimento
17 A Flor e o Espinho
18 Alô Fevereiro
19 Interessa
20 Tico-Tico no Fubá
Espero que realmente gostem deste novo espaço do Blog. Espero comentários e sugestões para melhorarmos ainda mais!