terça-feira, 28 de julho de 2009

Review: Festa Infinita, o entorpecente mundo das raves


Hoje volto aqui para cumprir o prometido, para falar então sobre o livro de Tomás Chiaverini, o FESTA INFINITA, O ENTORPECENTE MUNDO DAS RAVES. Posso dizer que este livro me deixou em uma montanha russo de sentimentos, pois por vezes achei que ele poderia ser uma “enciclopédia” do mundo eletrônico, mas algumas outras vezes tive vontade de tacá-lo pela janela.
O livro foi divulgado informando que era um relato jornalistico imparcial sobre raves, porém desde o inicio achei, e acho, que um assunto tão “polêmico” e com tantos outros assuntos relacionados, como são os eventos de música eletrônica, que é totalmente impossível permanecer imparcial até o fim de um grande relato como este.
Inquestionável é a qualidade do autor, o Tomás Chiaverini, um jornalista que buscou informações com algumas das pessoas mais importantes da cena eletrônica nacional, além de fazer uma pesquisa de campo em alguns dos principais eventos do estado de São Paulo, sendo estes:
- “Earth Dance” - (Itu-SP)
- “Mystic Tribe - 3 anos” - (Itu-SP)
- “Respect” - (Itu-SP)
- “Xxxperience” - (Itu -SP)
- “Xxxperience” - (Ribeirão Preto- SP)
- “Xxxperience” - (Itu-SP)

Além de dois dos maiores festivais do país, o Universo Paralello (Pratigi – BA) e o Trancedence (Alto Paraíso – GO). Obvio é que “apenas” baseado pelo estado de São Paulo e por estes dois festivais, o Tomás não nos passaria uma noção sobre uma cena nacional, mas de acordo com o proposto pelo autor e o apresentado no livro, seu trabalho foi feito de forma espetacular, tendo em vista que o descrito durante todo o livro aparece em forma de texto jornalistico, fazendo com que parecesse que estávamos lendo uma revista especializada.
Vale lembrar que muita gente reclamou sobre este livro ser baseado apenas em eventos paulistas, além dos dois únicos festivais já citados, porém temos que entender que para se fazer uma pesquisa de campo sobre um assunto tão amplo e em um país com dimensões continentais como o Brasil, é necessário muito dinheiro, mas como o próprio autor disse na entrevista pra este blog, “a realidade que se impõe é outra”, apesar dele querer viajar o país e o mundo, se necessário, para escrever um livro.
Festa Infinita conta em relatos um pouco da história da música eletrônica, o seu surgimento e desenvolvimento em terras tupiniquins, além claro dos sentimentos e experiências pessoais do autor que até então nunca havia ido a raves ou festivais.
Uma das informações mais importantes diz respeito ao desenvolvimento dos eventos eletrônicos, onde narra que estes começaram com um grande conteúdo cultural e religioso e com o passar dos anos e com a popularização absurda, aqueles vem sofrendo grandes perdas de conteúdo e foco, tornando-se cada vez mais eventos comerciais, visando e objetivando apenas o lucro, pois grandes empresas produtoras de eventos começaram a perceber o quanto lucrativa as raves passaram a ser, e com isso deixaram de realizar festas de outros gêneros, dedicando-se apenas as festas de música eletrônica.
Tomás Chiaverini ainda acompanha de perto a rotina de Djs e produtores como Rica Amaral, Gabe, Du Serena e do grupo ambientalista Fuck For Forest, a construção e realização do Universo Paralello #09, bem como a rotina de alguns frequentadores deste mundo eletrônico.
Contudo, após escrever um pouco sobre o histórico e efeitos do ecstasy e de tomar uma “bala” dessas ele deixa escapar sua imparcialidade no primeiro parágrafo da página 270: “Nesse momento, tenho certeza absoluta de que não há música eletrônica sem ecstasy, de que aqueles sons são uma espécie de interface com a droga, criados para estimularem os efeitos da MDMA”.
Em um todo o livro é excelente já que traz muitas informações importantes e necessárias para as pessoas que curtem música eletrônica, mas estas devem ser filtradas, pois existem algumas informações e afirmações como a citada acima, que ao meu ver são totalmente inverdades, e com isso o autor foge de seu objetivo, o de ser imparcial para que pessoas que não frequentam este universo tenham uma noção 100% real sobre a cena eletrônica que cada vez mais ganha adeptos.
Digo isto tendo em vista que depois que terminei de ler o livro, minha mãe pediu para ler o mesmo, e esta, uma leiga no assunto, pois tem informações destes eventos através dos noticiários na TV ou jornais e de nossas conversas durante estes (apenas) quase 4 anos que frequento raves, e enquanto ela lia o livro mostrava-se empolgada com os relatos da história e com alguns acontecimentos em festas, além do que era descrito sobre o presenciado no Universo Paralello e de outros assuntos, fazendo com que ela pedisse para levá-la em uma futura edição deste festival.
Porém, informou ainda que o livro seguia um lindo roteiro levando muitas informações de qualidade ao público frequentador ou não deste universo, mas que no final estava totalmente voltado para a ligação existente entre drogas e raves, tendo muitas vezes demostrado uma visão nada imparcial sobre o assunto, e segundo ela, em certo ponto fazendo apologia as drogas e ajudando a concretizar a visão errada que muitas pessoas tem de que todos os frequentadores de raves e eventos de música eletrônica são usuários de drogas.
Sem dúvidas Festa Infinita, o entorpecente mundo das raves, deve ser lido por todos amantes da música eletrônica, pois tem um conteúdo jornalistico e histórico muito bom, que acrescentará muito aos frequentadores das festas eletrônicas, porém este não é um livro imparcial, apesar de se manter assim durante quase toda a sua narrativa. E com isso parabenizo Tomás Chiaverini, por ter conseguido fazer um livro de qualidade apesar de ter tido pouca experiência e vivência neste “universo paralelo”.

sábado, 25 de julho de 2009

"Glamourização das drogas"

"Chico Buarque – Acho que a descriminalização das drogas vai acabar com a sua glamourização. O sujeito que consumir maconha vai ficar aí, meio bobão, achando que está tudo certo. O cheirador de cocaína vai ser um chato social. Acaba a glamourização de se consumir uma coisa proibida.
As drogas sempre despertaram fascínio nos seres humanos e definitivamente nos anos 90 elas entraram de vez na moda através do estilo conhecido como “Heroin chic” popularizado através da modelo Kate Moss nos anos 90.
A característica dessa “moda de corpo” era a magreza, a pele pálida, as olheiras, e alguns traços de androginia.
O heroin chic surgiu junto a popularização da heroína que passava a ser consumida pelas classes média e alta. Outros famosos“seguidores deste movimento” foram Kurt Cobain, Courtney Love, River Phoenix e alguns filmes clássicos da época que trabalhavam em cima desse estilo foram o Pulp Fiction (Tarantino) e Trainspotting (Danny Boile).
O marco inicial, ou o auge, do heroin chic foi a campanha da Kate Moss para Calvin Klein, em 1993, e o declínio foi em 1997, quando um fotógrafo famoso do ramo (Vincent Gallo) morreu de overdose. Vincent era apaixonado por modelos adolescentes com ar de viciadas, ele tem fotografias mundialmente conhecidas por serem responsáveis pela glamourização das drogas (numa delas uma modelo está com uma nota de cem dólares enrolada na mão prestes a cheirar pedras de diamante).
Modelos e campanhas a parte, essa moda não se restringe às passarelas. Escândalos envolvendo celebridades, drogas, internações, bebedeiras e vexames públicos têm suas fotos publicadas em sites de fofoca internacionais e servem como passa-tempo e “inspirações” para jovens e não tão jovens, do mundo todo.
Em 1995, o filme Kids viria pra reforçar ainda mais esse estilo de vida junkie. As cenas do filme chocaram professores, pedagogos, sociólogos e pais do mundo todo. Segundo os críticos, as cenas iriam despertar o interesse dos jovens pela vida desregrada, pelo abuso do álcool, das drogas e pela prática do sexo precoce e sem proteção.
Em 2000 foi à vez do filme Requiem for a Dream que também explorou o tema. Com uma história moderna, que se passa nas ruas do Brooklyn, e conta a vida paralela de quatro pessoas que decidem procurar uma vida melhor. “Requiem for a Dream” é um dos filmes mais pertubadores sobre o mundo dos “junkies”. Uma obra completamente soberba onde cada imagem e cada som é exemplarmente bem tratado e transformado num momento de beleza indiscutível.
O filme mostra o percurso triste, mas real, de vários personagens ligados, de um modo ou de outro, a um vicío, de uma forma muitas vezes chocante e até mesmo sádica, que nos provoca um nó na garganta ao concluir de fato que “A Vida Não É Um Sonho”.

Sociedade Dionisíaca
Dioniso, como reza a lenda, era o deus das festas, do vinho em particular e do prazer. Filho de Zeus – o deus supremo – com a princesa Sêmele. Foi o único deus filho de uma mortal.
Superficialmente, o caráter dionisíaco tem uma grande aproximação na formação do ser humano moderno, por sua imagem de um deus frívolo, de bebedeiras – personificação da liberdade do homem agindo pelos seus instintos naturais, vencendo a razão e a moral. Na Grécia antiga os cultos epifânios celebrados em homenagem a essa divindade eram cinco dias de folias ungidas com muito vinho. Durante as festas ninguém poderia ser detido e quem estivesse preso era solto para participarem das comemorações. Segundo Nietzsche, esses rituais eram a pura manifestação de vitalidade aprisionada pela moral, pelo preconceito e pela razão.
A maior referencia moderno ao culto de Dioniso é o carnaval. Sua influência é concebida até os dias de hoje. Muitos historiadores acreditam que o carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e as festas similares em Roma. O carnaval é, por natureza, uma festa dionisíaca. Marcada pelas liberdades interiores manifestadas exteriormente como nos cultos antigos. Durante sete dias de festas os homens se desprendem dos preconceitos, da moral repressora estabelecida que permeiem seus cotidianos para então assumirem a identidade dos mais verdadeiros desejos do ser.
É nesse estado de graças que o homem assumiu seu caráter genuíno; estabelecendo sua vontade de como ser, agir e pensar sem a influência dos cânones da sociedade que inibi o livre arbítrio formando o ser humano civilizado. Assim, o mito de Dioniso predomina sobre todos nós, como o sonho de exercer nossas vontades acima da razão, e sermos o que realmente somos ao invés de sermos o que querem que sejamos para que não infrinjamos as leis que estabelecem a realidade aparente de nossa sociedade falida.

O Mito da Liberdade consumida
O vocábulo liberdade, do latim libertate, se caracteriza pela faculdade de cada um se decidir ou agir segundo sua própria determinação.
Se falamos em liberdade, é porque conhecemos o seu oposto.
Vale ressaltar que tanto a mentalidade dionisíaca como as drogas aqui são apenas engrenagens de uma gigantesca maquina de manipulação.
Refletir sobre a liberdade é algo imprescindível nos dias atuais, principalmente quando nos deparamos com uma falsa liberdade difundida pelos meios de comunicação e amplamente consumida pela nossa sociedade moderna.
Essas práticas, muito ligadas ao egoísmo e ao individualismo do consumo desenfreado, funcionam como uma terrível armadilha social: Seduzem e encantam ao mesmo tempo em que viciam e cegam.
“Sou livre e, em nome da minha liberdade, coloco o meu prazer em primeiro lugar”. Interessante essa afirmação… Ter ou Ser?"
Matéria retirada do Blog do Roosevelt:

quarta-feira, 22 de julho de 2009

I Love Electro

Após a linda e inesquecível edição de Búzios, a festa mais querida do Rio de Janeiro tirou férias, deixando todo o seu público cheio de vontade de estar mensalmente curtindo aquele clima de amizade, felicidade, respeito e união, além claro de muita música de qualidade que pairava e reinava durante a realização de cada edição.
Sendo assim, a I Love Electro volta com muitas novidades para seu público, a primeira delas é que a partir de agora serão feitas parcerias com os principais eventos do Rio de Janeiro, e estes contarão com a pista I Love Electro Club, e a primeira festa a receber a “club” acontecerá no próximo dia 19 de setembro, a E-Soul.

Line Up E-Soul:

TEMPLO E-SOUL
23:00 Rafil
01:00 Signal Explorer Live
02:00 Jamessem
04:00 STEPH
05:40 YAGÉ Live
07:00 RAVI
09:00 Urucubaca Live
10:00 ZION IN MAD Live

I LOVE ELECTRO CLUB
23:00 Galaxy Project
00:00 Fernando Voight
01:00 Andreh Sassah
02:00 NANDO PAVÃO
03:30 Chronos
04:30 Caroles
05:30 BRUNNO MONTERO
06:30 Steph
08:00 LISBOA E PETRUCCI live act
09:00 Bounce

Continuando as surpresas e novidades... A I Love Electro em breve estará com um projeto em uma rádio fm do Rio. E como se não bastasse essas duas ótimas notícias, foi anunciada a edição I Love Electro Evolution, evento este que acontecerá em uma boate de maior porte e contará com a maioria dos headliners que já comandaram as pistas da I.L.E até hoje.

Aguardem maiores informações.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Rio, o futuro de Juiz de Fora?

Estou longe de ser um defensor das raves do Rio e um crítico das de Juiz de Fora...
Só não concordo com a, quase que, santificação das festas de outros estados.
Eu vejo, poucas diferenças, e entre as principais, sendo as únicas importantes a meu ver são os valores que são cobrados no bar e a duração do evento. Fala-se tanto sobre o valor do ingresso, mas me parece obvio, que o ingresso tem que ser mais barato, em comparação aos dos eventos do Rio, para ter um atrativo maior para o público de fora de JF, já que cada vez mais o público alvo das festas de lá, é o carioca. Com isso, se o ingresso fosse o mesmo preço daqui, não seria vantagem, em muitos casos, mesmo com o line maior, já que ainda seria gasto muito mais com a condução (gasolina, pedágios e afins).
Por exemplo, neste line da Goa de agosto, que contará com Pixel, Liquid Soul e Ticon, fato é que está muito bom e bem coeso, mas como aqui no Rio, não tem nada de novo, a não ser o Aaren San.
Gosto de ver e admiro eventos de qualidade independente do estado, tanto fala-se do pré conceito existente em raves, mas esse, o de que as festas do Rio são uma merda, já é conceito existente e que as pessoas fazem questão de espalhar. No mês passado, fui a Kaballah, e para mim foi uma das melhores festas que já tive o prazer de ir até hoje, sendo a melhor das Kaballahs que aconteceu no Rio.
Outra coisa que não entendo, alias entendo sim, é o prazer e a única sensação de satisfação de reclamar sobre algo. Um exemplo recente é que todo mundo estava falando muito sobre as últimas apresentações do David Amo e Julio Navas, pois eles "renovaram" o som deles, pararam de tocar aquele electro prog de "inicio de carreira", passando a tocar desde o electro prog ao minimal, passeando e brincando com muita técnica pelo low bpm, já na Kaballah, podemos dizer que eles "voltaram as raízes", como muita gente tanto implorava, e o que aconteceu? As pessoas continuaram reclamando. E qual era o motivo? Eles estavam tocando o electro prog que todo mundo implorava para eles tocarem de novo! rs
Acho que as pessoas tem que parar um pouco de reclamar só por reclamar, parar de ter pré-conceitos, achando que tudo é sempre a mesma coisa ou que são mais “PHDs” no trance do que outras pessoas simplesmente porque frequenta raves em outros estados.
Como foi dito acima o alvo das festas de Juiz de Fora, cada vez mais vem sendo o público carioca. Percebendo isso, as grandes produtoras dos grandes eventos do Rio de Janeiro, as chamadas Megas Raves, tais como Kaballah, Euphoria e Tribe, já começaram a migrar para lá. A Euphoria foi a primeira, com parceria com produtoras locais, como a Ganesh e a Privilege, e agora foi anunciada a primeira edição da Kaballah.
Foi muito esperada uma mega estrutura para a primeira edição da Euphoria, por causa da união das produtoras que são reconhecidas pela qualidade e organização de seus eventos, mas o que foi comentado após o evento, que aquelas deixaram muito a desejar.
Tenho medo do futuro das festas que acontecerão em Juiz de Fora, já que é claro que com a “cena carioca” migrando para lá, aquela ficará tão visada quanto a do Rio de Janeiro, fazendo com que vários oportunistas apareçam por Minas, entre eles políticos que visam “regulamentar” os eventos de música eletrônica, com o único e claro objetivo de o proibirem e coibirem a realização dessas festas, e como foi feito no Rio de Janeiro, com justificativas imbecis e preconceituosas. Espero que eu esteja muito errado e desejo muito sucesso aos eventos mineiros e aos cariocas, pois assim quem ganha com isso é o público.
Existem eventos de qualidades em ambos lugares, porém também existem festas que não são tão boas, e estas não são exclusividades do Rio de Janeiro. O problema não é reclamar, pois devemos reclamar sim e reivindicar nossos direitos, porém devemos usar fatos e fundamentos para isto, para que assim possamos ter uma melhoria nos eventos ocorridos, dando então opiniões e sugestões aos produtores. O que abomino é o reclamar por reclamar, sem motivo ou justificativa.

domingo, 19 de julho de 2009

Cristal na Veia @ Nic Sheff

"Cristal na Veia é um relato emocionante, em primeira pessoa, de Nic Sheff sobre sua entrada no mundo das drogas, o auge do vício, suas violentas recaídas e a necessidade de tratamento.
Com 11 anos, ele experimentou sua primeira droga: o álcool. Depois vieram maconha, cocaína, ectasy, heroína, crack e principalmente a metanfetamina ou cristal. Ele conta que quando usou cristal pela primeira vez foi como se tivesse recebido um presente de Deus.
Foi mais de uma década de dependência, durante boa parte deste tempo morou nas ruas, prostituiu-se, vendeu drogas e tirou seu próprio alimento do lixo. Filho de pais separados, Nic foi criado pelo pai no norte da Califórnia, e, a partir de uma certa idade, sua convivência com ele era ocasional, muitas das vezes para roubá-lo, uma forma de conseguir sustentar o seu vício.
Nic não poupa detalhes, conta seus encontros com a lei, as várias tentativas de tratamento fracassadas, a vez em que quase morreu de overdose e o episódio no qual quase perdeu o braço devido uma agulha infectada. Um relato vivo, um desabafo atormentado, mas cheio de esperanças.
Cristal na Veia foi publicado em 2007 nos Estados Unidos e se tornou um fenômeno de vendas. Nic Sheff é também uma personalidade da Internet, tanto sua página no My Space quanto seu blog recebem inúmeras visitas diárias.

Sobre o Autor:
Nic Sheff é um ex-drogado e alcoólatra. Tem 26 anos e luta diariamente contra seus vícios. Publicou vários artigos na Newsweek, Nerve e San Francisco Chronicle. Cristal na Veia é seu primeiro livro."

Review primeiro capítulo:
Um livro ou um diário de um adolescente curioso em busca do prazer do “proibido”?
O livro diário encanta pela riqueza de detalhes, levando-nos para dentro do fato, onde fica claro a curiosidade de um adolescente que tem sua vida toda “regrada”, mas que se depara com o mundo “prazeroso” da droga, afinal se “meu pai usa, por que eu não posso?”
Mostrando, desta forma, que as drogas estão presentes em qualquer lugar, independente de responsabilidades maiores, ou não, que a pessoa tenha na vida. E ainda, que quando tudo parece sob controle, a recuperação “concluída”, após anos seguidos desfrutando as mais diferentes formas de sensações produzidas pelas mais diversificadas drogas, seu “radar” te leva novamente ao encontro do “proibido”, porém parecendo que desta vez o encontro da plenitude das maiores e melhores sensações tenha sido experimentada por Nic, após inalar o cristal, fazendo-o com que se sentisse completo.
Contudo, o encontro daquela sensação jamais sentida antes e a busca incessante para senti-la novamente tira a vida de Nic do rumo, fazendo com que arrombe sua própria casa, após ser expulso desta, para roubar seus pais e ainda rouba centenas de dólares de seu emprego para comprar a droga. E após passar por centros de reabilitações e achar que pode se drogar socialmente, Nic encontra Lauren quando já buscava novamente o prazer que a metanfetamina lhe proporcionou meses antes, encontrando a droga através de um jovem que traficava junto com seu pai.
E encontrando também todo um passado que havia deixado para trás, com objetivos claros para seu futuro e após usar novamente o cristal e passar por lugares da sua infância, relembrando momentos de sua vida, fazendo com que se sentisse “sujo” diante de tais recordações, mas nada que o proibisse de roubar novamente seus pais para sentir o prazer cristalizado junto a Lauren.
Com uma texto incrível, o livro mostra todo o caminho percorrido de forma leal e real por um jovem indo de encontro a um prazer que aos poucos e com perfeitas e prazerosas sensações falsas, faz com que sua vida saia e perca totalmente o rumo. Mas qual seria o fim, ou não, deste jovem? Pelo que dá a entender é um livro muito construtivo e útil para as pessoas, já que este é contado em primeira pessoa, e seu autor, o personagem principal, o que conclui-se que este deu a volta por cima e sobreviveu para contar essa história e ajudar muitos jovens que estão andando pelo mesmo caminho.

sábado, 18 de julho de 2009

DJ Caroles...

Este é um dos principais nomes do electro carioca atual. Sem dúvidas a combinação beleza, feminilidade e bom gosto musical, faz dessa DJ uma das mais queridas do público do Rio de Janeiro.
Caroles leva pra pista um som baseado no electro, mas passeando pelas suas principais vertentes e também pelo techno e prog house, e ainda, passando por estilos inusitados e quase nunca escutados nos principais dancefloors do país, como o electroclash e breakbeat, fazendo assim sua apresentação tornar-se única e inesquecível em cada festa que toca devido a sua diversidade musical que leva para a produção de cada set, tornando-se este único, por causa das suas inúmeras e variadas músicas que sempre estão mudando de um evento para o outro, fugindo completamente de sets prontos, como somos acostumados a ver, infelizmente.
Por onde passa esta DJ vem conquistando mais o público com seu electro pesado, em que foge totalmente dos sets de electro tradicionais e constantes de vários djs e projetos eletrônicos, com suas mixagens precisas e perfeitas, deixando a pista sempre muita viva e dançante, Caroles mostra todo seu diferencial e porque vem sendo uma das principais Djs em ascensão na cena eletrônica. Com certeza você ainda irá escutar muito este nome, pois ela tem sido fantástica e sempre levando sets diversificados e de qualidade inquestionável à todas as pistas que comanda.
Nesse mês de julho a Caroles lançou o set Break The Beat onde acontece uma “mistura cremosa e inconsequente” do electro-house, electro-clash, techno e breaks com “vocais audaciosos e batidas extravagantes”.

Break The Beat: http://www.4shared.com/file/118313516/632958c5/Caroles_-_Break_the_Beat__jul_2009__mp3.html

Tracklist:

01 - Kasper Bjorke - Doesn't Matter (Lulu Rouge Remix)
02 - Kid Kaio and Rowel Sinester - Dirty freakz (original mix)
03 - Worthy - Work The Walls (Magik Johnson's Shake The Walls Remix)
04 - Robb G - 12 Inch Therapy (Bass Kleph's Dirty Ows Mix)
05 - Micky Slim vs House of pain - Jump Around (Tommy Trash Remix)
06 - Missill - Glitch feat Jahcoozi (Shadow Dancer Remix)
07 - Circuit Freq - Black Chrome (Vandal Remix)
08 - Curtis B - It Gets Harder (Original Mix)
09 - Koma & Bones - Morpheus (10 Rapid Remix)
10 – Banga & Calvertron - Turn It Up (Aquilaganja Remix)
11 - Lazy Jay - Hammer Down (Original Mix)
12 - Vandal - Captain Magic (Original Dirty Vox Filth Mix)
13 - 10 Rapid - Sonic Weapon (Original Mix)
14 - The Brash - Mute (Jokers Of The Scene Remix)
15 - The Rogue Element - Shuffle And Clap (Original Mix)
16 - Mike Cortez and Poldee ft Lj MTX - We Like It (The Octopus Remix)
17 - The Rogue Element - Soretooth (OriginalMix)

Todos os sets da Caroles estão disponíveis para download em sua comunidade oficial e sua agenda completa, no myspace.

Myspace: http://www.myspace.com/djcaroles
Comunidade Oficial: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=91640220

Entrevista: http://rodrigocostamarques.blogspot.com/2009/04/entrevista-caroles.html

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Orbital Club @ 25Julho

A Orbital volta ao Rio no próximo dia 25 de julho, sendo a edição Orbital Club realizada na Terra Encantada (BarraShow), a partir de 22:00h, com três dos principais nomes alemães em seu line, D-nox & Beckers e Oliver Huntemann, além de contar com os brasileiros Du Serena, Rafael Daham e Ricardo Estrella.
Vale lembrar que a edição da Tribe Rio que aconteceria no dia 25 de Julho foi adiada para o dia 03 de outubro por causa do cancelamento de todos os eventos de música eletrônica no Rio Centro.

Line Up:
22:00 RICARDO ESTRELLA
00:00 DU SERENA VS DAHAN
02:00 OLIVER HUNTEMANN
04:00 D-NOX & BECKERS LIVE e DJ SET
07:00 ENCERRAMENTO
Release:
" A ORBITAL CLUB apresenta um verdadeiro universo high-tech, onde a música unida à tecnologia dará boas vindas ao futuro.
O público será transportado para um ambiente repleto de projeções de alta definição, com iluminação de ponta e estrutura futurista que transformarão o Barrashow (Terra Encantada) num imenso Clubstage como nunca visto antes.
Apostando em uma nova direção musical, focada em artistas referencias em vertentes como techno, electro, progressive e tech-house, ORBITAL CLUB reúne pela 1ª vez em uma festa carioca três grandes nomes da atual musica eletrônica alemã: Oliver Huntemann e D-Nox & Beckers.
A cena nacional será representada pelo talento e qualidade do DJ carioca Ricardo Estrella (Tropical Beats) e dos convidados especiais Du Serena & Dahan (Carambola).

ORBITAL CLUB. O futuro começa agora...

Ricardo Estrella
http://www.myspace.com/djricardoestrella
Conhecido por sua competência, qualidade e técnica e muita identificação com a pista, Ricardo Estrella é um dos nomes de maior peso na cena eletrônica nacional, caminhada começou desde aos 18 anos, tocando hip hop e dance em pequenas festas no Rio de Janeiro.
Sua trajetória destaca-se apresentações ao lado de inúmeras celebridades internacionais de primeira linha como: Trentemoller, Anthony Rother, Extrawelt , Oliver Hunnteman, Stephan Bodzin, Dominik Eulberg entre outros.
Seu aperfeiçoamento técnico e o reconhecimento dos profissionais do meio foram fator diferencial para torná-lo, hoje, um dos artistas mais cobiçados pelas principais produtoras de todo o País.

Du Serena
http://www.myspace.com/duserena
Um dos nomes mais presente e requisitado na cena brasileira de psy-trance, começando a interagir com esse universo no final dos anos 90, quando o psy começava a se popularizar por aqui.
Seus sets envolvem várias vertentes da House Music. O próprio artista defini seu set como "Minimal Tech". Voltado ao Minimal mas com forte influencia do Techno criando assim uma atmosfera High Tech em suas apresentações.
Foram varias apresentações na Europa e no Oriente Médio. Du Serena se notabilizou e participou de núcleos internacionais.

Dahan
http://www.dahan.com.br/
Um dos principais responsáveis pelo enorme salto do Trance no Brasil nos últimos anos, Dahan tem se apresentado regularmente em importantes clubes, festas e festivais pelo Brasil.
Suas apresentações conseguem transitar entre vertentes e trabalhar com BPMs de 127 a 145 sem perder a pista, do minimal ao full on groove passando pelo trance progressivo e electro house.
Recentemente fundou a Carambola Records, gravadora que em seu curto tempo de vida já se firmou no cenário nacional com lançamentos de altíssima qualidade em seu primeiro ano, como Astrix, Wrecked Machines, Xerox e Illumination, Psysex, Psycraft e muitos outros.

Oliver Huntemann (ALEMANHA)
http://www.myspace.com/huntemann
Nascido no norte da Alemanha foi influenciado pela onda da cultura americana que invadiu a Europa no fim dos anos 70, adquirindo influências que vão desde o rap ao grafitti. No final dos anos 80, com a tempestade do Acid House, percebeu que essa era a sua aspiração e começou a tocar e produzir, realizando também suas próprias festas de techno.
Além de ótimo DJ é um exímio produtor destacando-se com remixes para grandes artistas da música eletrônica, como Depeche Mode, Underworld e Chemical Brothers, além de ter feito parcerias com Dubfire e Stephan Bodzin.

D-NOX (ALEMANHA)
http://www.myspace.com/djdnox
Christian Wedekind conhecido mundialmente como D-Nox é reconhecido internacionalmente por suas performances e seus sets são inovadores com estilo próprio que de House Music, variando entre progressive e Tech House enquanto ele incorpora aspectos de Techno e Trance.
Seu nome é constante nas nas melhores festas e clubs do mundo como Buenos Aires, Tokyo, Melbourne, Vienna, Budapest, Oslo, Londres, Sao Paulo, Mexico City, Lisboa, Berlin, Copenhagen, Barcelona, Zurich, Zagreb, Tel Aviv e vários outros, sem contar os mais famosos festivais do mundo.
D-Nox vem também trabalhando em suas produções, desde seu primeiro trabalho em 2003 chamado Groove Express, hoje é constante a parceria com Frank Beckers.

Beckers (ALEMANHA)
http://www.myspace.com/frankbeckers
Um dos produtores mais bem estabelecidos trabalha como DJ a mais de 10 anos figura que transita nas principais pistas sejam elas em Nova York, Tokio, Melbourne, Rio de Janeiro, Cidade do México, Helsínquia, Lissbon, São Paulo, Estocolmo, Copenhague e Budapeste.
Seus sets sofrem influências de House Progressivo, Electro e as batidas vibrantes do Techno. Frank antes de se aventurar no circuito eletrônico desde a infância esteve envolvido com a música quando participava de bandas durante sua juventude.
Além da parceria com D-Nox já colaborou com importantes DJs e produtores da cena como David Amo & Julio Navas, sua faixa “Switch” virou hit e ficou no topo das paradas mundiais de sucesso."
Maiores informações em:
(21) 2512.7019
www.orbitalclub.com.br