sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Universo Paralello #9



O Festival mais querido e esperado do Brasil chega a sua nona edição de forma espetacular, tendo conquistado a cada ano mais admiradores e frequentadores. Não há nenhuma pessoa que volte de tal festival sem ter várias ótimas histórias de momentos fantásticos vividos em quase dez dias de festas, e assim, ao divulgar suas emoções e sentimentos vividos para as pessoas que nunca foram ao UP, estas ficam entusiasmadas, e assim se programam durante um ano inteiro para que no final dele, possa sentir tudo aquilo que lhe foi transmitido.
Universo Paralello, não tem este nome a toa, pois ao chegar em Pratigi – Bahia imediatamente você é transportado para outro universo, este sendo aquele onde o contado direto com a natureza, que diga-se de passagem, mostra-se imponente e exuberante ao olhar de qualquer um, é preservado e incentivado, podendo assim usufruir de belas músicas e companhias de forma ainda mais completa.
Esse é meu primeiro festival, estou começando com o pé direito e muito ansioso para colocar meus pés naquele Universo Paralelo, embarco hoje rumo a experiência mais marcante da minha vida. E assim desejo a todos um ótimo fim de ano e que 2009 seja muito melhor do que o ano que está acabando.
Comecei este ano o Blog, e em 2009 vem muita coisa boa por ai, e claro, as primeiras matérias do ano serão todas dedicadas ao grande e belo festival.
Segue abaixo uma breve história do Universo Paralello retirada do site oficial do festival:

“Universo Paralello – Um pouco de História”

No ano de 2000, uma tribo baseada no planalto central, fortemente motivada pelas batidas psicodélicas do trance e de toda a mensagem e cultura renovadora embutida no estilo, chegava ao final do ano sem “gás” pra viajar para Trancoso, local aonde já a alguns anos rolavam festas psicodélicas underground e muito especialmente, a festa de reveillon que abria a temporada de festas do verão.
Impossibilitados de viajar, resolvemos todos fazermos um pequeno festival de reveillon em Alto Paraíso – Goiás, para não deixarmos passar a data em branco e para não morrermos de tristeza. Nunca poderíamos imaginar que esta história se estenderia por mais tantos anos...

Universo Paralello 1 - 2000/2001
Fazenda Água Fria (Alto Paraíso – Goiás)

Uma festa entre DJs e amigos de Brasília e Goiânia, que ganhou corpo quando a galera de São Paulo, Mack, Tati, Joe e outros, que convocados por Swarup, e empolgados com a idéia, trouxeram consigo uma turma grande de SP tornando aquele pequeno e agradável festival de 3 dias no primeiro Universo Paralello.

Universo Paralello 2 – 2001/2002
Fazenda Veredas (Alto Paraíso – GO)

Um festival alucinante de cinco dias, feito na raça, debaixo de seis dias de chuva, uma verdadeira epopéia, aonde a infra-estrutura funcionou perfeitamente durante todo o festival. Uma noite de Reveillon inesquecível.

Universo Paralello 3 – 2002/2003
Fazenda São João (Teresina de Goiás – GO)

Depois de uma série de intimidações e pedidos de autorização negados, resolvemos na última hora tirar o festival de Alto Paraíso – GO, e leva-lo para o município de Teresina de Goiás, evitando assim a pressão de grupos retrógrados que atuavam contra a realização do mesmo no município de Alto Paraíso.
Estes problemas, somados às adversidades atmosféricas, acabaram por inviabilizar a infra-estrutura montada e trouxeram vários transtornos. Apesar dos problemas, o festival de seis dias foi o ponto de mutação na vida de vários tranceiros. Um festival aonde a intensidade dos acontecimentos foi a marca registrada. Foi o último Universo Paralello no planalto central do Brasil.

Universo Paralello 4 – 2003/2004
Praia de Pratigí (Ituberá – BA)

Traumatizados pelos acontecimentos do ultimo festival, resolvemos mudar o festival de ares, transferindo-o para a praia. Uma série de acontecimentos mágicos nos levou até a então desconhecida praia de Pratigí, inexplicavelmente oculta por muitos anos do circuito turístico do paradisíaco litoral ao sul de Salvador. Amparado inicialmente por anfitriões mais que especiais, o Dr. Érico Leite e Ângela Cardoso – proprietários das áreas cedidas para a realização do evento – aos poucos a população do município percebeu o caráter positivo do festival, transmutando uma desconfiança inicial em uma profunda adesão e apoio.
O evento foi marcado pela magia e impacto de uma festa de seis dias na beira do mar, sem quaisquer incidentes, tornando-se um dos mais memoráveis eventos da história dos festivais brasileiros.

Universo Paralello 5 – 2004/2005
Praia de Pratigí (Ituberá – BA)

Pela primeira vez na história do festival, ele se realiza no mesmo local do ano anterior. Com um sólido apoio e adesão da população local e autoridades, e com a experiência adquirida no ano anterior em relação às peculiaridades do local, foi possível expandir com sucesso a infra-estrutura do evento, permitindo assim receber um público recorde na história dos festivais brasileiros, até então. A quinta edição deste festival de sete dias marcou a estréia do Circulou e uma presença marcante do público estrangeiro no evento. O festival consolida então o apoio recebido pela população local.

Universo Paralello 6 – 2005/2006
Praia de Pratigí (Ituberá – BA)

O ano de 2005 foi particularmente traumático para a cena brasileira. Foi um ano marcado pela popularização e conseqüente comercialização do psytrance no país, trazendo sérias conseqüências para festas e festivais, que pipocavam por todo o Brasil. Eventos da pior qualidade, que expunham à luz do dia e de forma deturpada rituais que deveriam ser tratados de forma mais discreta e privada, provocavam a reação da sociedade conservadora, estimulada em seu preconceito por festas realizadas em locais inadequados, e sem o menor critério ou conceito, senão o puramente comercial. A repressão policial passou a ser rotina, quando delegacias de polícia eram instaladas de forma provisória dentro dos eventos, tornando os mesmos assuntos freqüentes das páginas policiais. Casos de repressão e abusos de poder eram relatados em praticamente todos os estados do país.
Neste contexto, de dúvidas e apreensão, foi realizada a sexta edição do festival. Para surpresa de todos, o que se viu foi o total respeito à cidadania (palavra chave do evento) e liberdades civis. Transcorrendo na mais perfeita harmonia, o festival contribuiu para que nossa acuada tribo reerguesse a cabeça e reafirmasse seu sagrado direito a celebração, de forma pacífica e ordeira. Foram sete dias de paz, amor, união e respeito. O festival foi marcado também por uma série de ações sociais junto à comunidade carente de Ituberá, realizadas antes, durante e depois do festival. Um grande afluxo de público estrangeiro consolidou o caráter internacional do evento.

Universo Paralello 7 – 2006/2007
Praia de Pratigí (Ituberá – BA)

A sétima edição do festival foi novamente marcada pela incrível harmonia entre o público do evento e a população local. Foi motivo de grande alegria para todos chegar ao fim de quase nove dias de evento sem qualquer incidente significativo.
Recebendo um público absolutamente recorde para os padrões de festivais brasileiros, o UP 8 conseguiu atingir seus objetivos, ao manter, mesmo sobre uma incrível pressão, todos os aparelhos do evento funcionando até o término do mesmo. Desde a limpeza da área, a água nos chuveiros ou a limpeza dos sanitários, passando pelos vários sistemas de som do festival, às oficinas e atividades do Circulou, tudo funcionado até o fim, a despeito de alguns momentos de rush no uso de chuveiros ou caixas, tornando o UP 7 um verdadeiro aprendizado para as equipes do festival


Universo Paralello 8 – 2007/2008
Praia de Pratigí (Ituberá – BA)

A oitava edição do UP foi marcada por uma série de experiências inovadoras e bem sucedidas. A começar pelos cinco espaços musicais colocados à disposição do público. A começar pela chamada Pista Goa, na realidade uma pista temática que foi palco de um dos mais memoráveis momentos na história recente do Psytrance, quando na sua abertura se apresentaram artistas mostrando o Trance produzido nos primeiros momentos do movimento. Com outras quatro pistas funcionando impecavelmente, todas oferecendo climas e atmosferas apropriadas para os mais exigentes ouvintes.
Botando em prática os aprendizados dos anos anteriores, a oitava edição do festival ofereceu infra-estrutura impecável ao público presente. Amplas sombras nas pistas disponíveis, Posto médico altamente equipado e capacitado, banheiros e chuveiros adequados, bares ágeis e praça de alimentação com variada e excelente qualidade nos produtos oferecidos.
O público geral do festival mereceu citação honrosa à parte. Com público estrangeiro recorde, percorremos os quase 10 dias de evento, novamente sem qualquer incidente significativo.













Videos:

Dica do Dia:
Acessem a comunidade Rio E-music Fórum e confiram sons finissimos que estão disponiveis para download, baixe de olhos fechados, sem dúvidas nenhuma virá música boa para seu ouvido.
Feliz 2009!
Ano que vem estaremos de volta com muito mais!
Paz.Liberdade.União.Respeito. Sempre!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Eventos eletrônicos em 2008

Após o fim trágico de um dos melhores eventos de 2007, a Tribe Rio, onde um adolescente morreu de overdose e em seguida, a festa Natural Trance que ocorreria no mesmo lugar da Tribe, o Happy Land, ser embargada, vimos que o ano de 2008 não seria um bom ano para eventos de música eletrônica no estado do Rio de Janeiro.
Logo depois de tal fato, foi criada uma lei em caráter de urgência proibindo eventos de música eletrônica com duração superior a 12 horas, tendo como justificativa para este feito que assim seria inibido o uso de entorpecentes, diminuindo a degradação ambiental e a destruição do patrimônio público. Fato foi que os frequentadores e verdadeiros admiradores da cena eletrônica não gostou nada do ocorrido, porém vendo tudo isso como consequência da popularização de forma errada e um modismo crescente, sendo perceptível que nem a metade do público atual de eventos realmente gostam do clima e da música que uma rave proporciona.
Assim, 2008 não foi o ano dos eventos de grande porte, nenhuma festa se destacou principalmente pelo público presente, pela repetição de lines cada vez mais comerciais, demonstrando o claro desleixo que as produtoras tiveram com o público carioca. Para mim, a única festa grande, das poucas que fui este ano, que foi incrivel foi a Tribe, porém a Tribe Clube, a pista alternativa da festa, pois o palco principal não tinha nada de diferente dos demais eventos e a mesma confusão e má organização que tomou conta das festas em 2008. Contudo, a Tribe Clube com um line de peso, com King Roc, Gaz James e Kanzyani, além dos brasileiros Marcelinho CIC, Gabe e Dahan, proporcionou momentos fantásticos para que esteve presente na pista alternativa durante todo o evento, parecia um evento a parte do que ocorria na pista principal, já que até ali a organização dos bares, banheiro e line estava bem melhor. Fantástica e perfeita foi a Tribe Clube.
Por todos os problemas já citados relacionados a eventos de grande porte, o ano de 2008 foi marcado pelo crescimento de PVTs e festas indoors, e a consolidação da e-music em várias boates, como The Week, Namaste e Unique, por exemplo, onde nestas, diferentemente dos eventos citados acima, procuraram trazer lines diferenciados e atendendo pedido e necessidades do público. PVTs sendo feitas, agora não mais só com Djs locais, mas também com Djs e projetos internacionais, também de ótima qualidade, como Xerox e Ilumination e Liquid Soul.
Outro fato notório também neste ano que está chegando ao fim, foi a consolidação do low bpm (electro, prog, tech ...), onde até ano passado era o estilo de "fim de festa" e era bem pouco explorado, e já neste ano, tomou proporções gigantescas, tendo então se consolidado como o ritmo de 2008, já que as raves e eventos grandes passaram a dar mais atenção e espaço a tais vertentes, e ainda tendo eventos totalmente voltados para elas, como foi o caso da Burn Evolution, a HOME, o Vivo Electronic Beats e a I Love Electro.
E por falar em I Love Electro, esta é uma festa indoor que a cada edição conquista ainda mais um público cativo, um público que curte ser bem tratado em uma festa, não precisando enfrentar filas para caixas, banheiros e pegar bebidas, e essas sempre geladas, e claro, sempre com uma seleção de DJ de muito bom grado. E assim muita gente vêm batendo ponto, pelo menos uma sexta-feira por mês no Kalesa. E para começar com pé direito o ano de 2009, o Kalesa está em reforma para ficar ainda melhor para a ILE, e já confirmada a primeira do ano, em 16 de janeiro com Rank Tamp, Kodama e Felipe Caffini já certos no line e com Gustavo Bravetti, Gustavo Assis e Fractal System em negociação. Fiquem atento no blog (http://iloveelectroofficial.blogspot.com/) para maiores informações e participem da comunidade e votem em quem queira ver na 1ª Ed. da ILE (http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspxcmm=31709376&tid=5280663239771119016&start=1).

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

[H.O.M.E] Humanos Ouvem Música Eletrônica


Dia 19 de dezembro de 2008 a The Week recebeu a festa H.O.M.E [Humanos Ouvem Música Eletrônica] onde contou com D-nox e Beckers, Gustavo Bravetti, Electrixx e Gaz James como atrações principais de uma noite que prometia ser uma das melhores do ano.Ao chegar à casa uma imensa fila “VIP” estava formada ao contrário de quem estava com ingresso normal, os VIPs penaram na fila, uma fila que para quem tinha o ingresso normal e o nome na lista, como eu, fez optar por entrar de pista normal e encontrar na pista principal da The Week o Gaz James mostrando porque tem conquistado cada vez mais o público carioca. Ao chegar e encontrar alguns amigos fui informado que o line estava atrasado, e isso não seria um bom sinal para um line que estava fechado e organizado de forma correta, e que apesar de serem duas pistas, até então, daria para curtir as atrações principais.

Contudo, após o Gaz tocar seu electro mais swingado do que nunca, onde foi difícil ficar parado, pois além de viradas perfeitas, sua presença de palco contagiava o público que prestava atenção em sua apresentação. Simultâneamente ao Gaz, o Bravetti tocaria na Pista Docas as 3 da madrugada, porém constatei após várias idas a tal pista que o line também estava atrasado conforme ao do palco principal (Pista Cosmo) e, infelizmente, acabou tocando junto com o Live do D-nox e Beckers, onde este desde a primeira virada deixou o público presente preso àquela apresentação, e tocando músicas como "I'm a Superhero" fazendo todo mundo dançar e vibrar. Assim, depois de um Live simplesmente IMPECÁVEL a dupla se separa e D-nox continua no comando da Cosmo enquanto Beckers vai para a Docas.

Na Cosmo, D-nox faz um long set que até então nunca havia escutado falar, ao entrar no palco em torno de 4:00 da madrugada, soube que as 9:30 ele ainda comandava a pista sem deixar a “peteca cair” um segundo, curtir parte deste set e fui conferir o Beckers sozinho, já que até aquele momento nunca tinha visto, e sempre tive uma preferência pelo D-nox, mas a partir do instante que parei na frente do palco que ele comandava fiquei extasiado sem conseguir parar de curtir O SOM, um set surpreendente, e também impecável onde deixou a pista fervendo para o Electrixx às 7:15 da manhã, mas infelizmente tive que ir embora as 7:45H e os 30 minutos de Electrixx que vi foi o suficiente para considerá-los perfeitos, como sempre.



Segue abaixo a entrevista feita a alguns dias da H.O.M.E com o Gaz James:


Rodrigo: Gaz, a quanto tempo você se dedica a musica eletrônica? Desde quando você começou sua carreira, até os dias atuais, qual a maior diferença que você sente em relação a evolução da música, do público e dos djs que fazem a cena da música?

GAZ: Eu estou envolvido com a musica desde os meus 14 anos, comecei a mixar quando eu tinha 17, e isso tem sido o meu trabalho desde os 19 e tenho 28 agora. Pra mim a musica eletrônica sempre foi envolvente. Eu particularmente estou tendo um ótimo momento com a musica. Em relação ao publico e aos DJs sempre existem novas gerações aparecendo e confirmando o futuro dessa cena sempre popular.

Rodrigo: Para você, quais são os melhores Djs e Projetos atuais? E quais as melhores músicas!? Quais músicas você não deixa de fora dos seus Sets?

GAZ: Aaah tem tantos pra escolher agora. Tenho sorte de ser amigo de algumas das mais brilhantes estrelas e tenho o privilegio de receber muita musica boa toda semana... Prestem atenção em nomes como Spektre, Gabe, King Roc, Made for Stereo, Fergie, Hauswerks, Joseph Capriati, Ruddistakker… Altaaaas musicas estão chegando a mim... Toxikate que será lançada em Janeiro de 2009. Coisas que sempre toco são as minhas novas produções e produções feitas pela minha gravadora, tentando assim, manter o meu som renovado e tocando tracks que outros DJs ainda não têm.

Rodrigo: Você que viaja e toca em diversos lugares do mundo, qual é o melhor lugar para se tocar? Por que? E qual a diferença que o Brasil tem em relação aos outros países? O que você acha do público brasileiro?


GAZ:HAHAHAHA BRASILLLLLLLL hehehe Eu tive a sorte de tocar pelo mundo todo em lugares como Austrália, Nova Zelândia, China, EUA, Brasil, Holanda, Ibiza, México, Indonésia mas falando honestamente eu adorei o Brasil e as platéias são as melhores! ;-) É como uma casa fora de casa!!!

Rodrigo:Tem bastante gente aqui que ainda não conhece seu trabalho, mas quando conhece, imediatamente o divulga para amigos e conhecidos por achar muito boa suas músicas e Sets, ai quando você chega ao Brasil, os cariocas já ficam atentos pra saber quando será sua apresentação aqui. Você tem sido unanimidade, não existe uma pessoa que após ver uma apresentação sua, diga que ela é ruim, porque simplesmente as pessoas saem maravilhadas delas. Qual o segredo? Existe? O que mais te empolga ao estar tocando?

GAZ:Não entendi muito bem a pergunta, mas muito obrigada pelas carinhosas palavras que eu compreendi. Realmente não existe um segredo, apenas trabalho duro e determinação e o sonho de me tornar um dos líderes mundiais dessa cena underground. Eu realmente acredito que eu fui posto nesse "mundo de DJs" para entreter as pessoas e fazê-las sorrirem... Não existe sensação melhor do que por a track certa na hora certa e poder ver a felicidade que você proporciona as pessoas.

Rodrigo: Por falar em empolgação... O que contagia muito o público também nas suas apresentações, é a presença de palco que você possui e acaba empolgando e contagiando a todos. O que é necessário para um dj ser considerado completo? Muitos Djs parecem que ao entrar em um palco estão ali simplesmente fazendo seu trabalho, ou seja, entram tocam, muitas vezes nem olham para o público, terminam e saem de la. O que você acha disto? A interação com o público é algo essencial para melhorar a própria performance do artista ou existe algum momento/local que isso não importa?

GAZ:É muito difícil dizer quando um DJ é completo..... É, interagir com o público é muito bom pra mim..... Eu adoro interagir durante os meus sets e depois eu gosto de aproveitar a festa no meio da pista.... Eu realmente vejo muitos DJs que não interagem com o publico mas que ainda assim mandam muito bem!!! Mas talvez a platéia só irá se lembrar do DJ que interagiu com eles.... Eu gosto de zoaaaaaaaar!!!! AEEEEE!

Rodrigo: Estamos percebendo a migração de muitos djs de outros estilos para o low bpm (electro, prog, techno...) e muitas vezes fazendo projetos paralelos aos seus principais, como exemplo temos o Weckred Machines e o Domestic. Qual é principal razão para isto está ocorrendo? O que a gente vem percebendo aqui no Brasil, e principalmente no Rio, é um modismo muito grande em relação a raves, eventos de música eletrônica e afins, e muitas vezes banalizando e prejudicando quem realmente curte o estilo de música. O que diria e o que acha das pessoas que tem virado Djs por modismo?

GAZ:Aaah Wrecked Machines é um perfeito exemplo de como isso pode funcionar... Gabe é um dos tops produtores de Psy Trance do planeta mas também é um dos melhores produtores de techno pra mim. As musicas dele são tão tentadoras e espantosamente produzidas, que acabou se transformando num improvável e verdadeiro pioneiro da industria da musica eletrônica... Eu estou totalmente bem com as produções de diferentes gêneros fazendo todos os tipos de musica. Não existem regras dizendo qual estilo de musica você tem que escrever. MAS.... Existem muitos DJs que estão tocando só a "música" daquele momento particular e que sempre mudam para parecer "legal". Todos tocando as mesmas musicas.... Eu não vejo diferença entre nenhum desses caras!!!

Rodrigo: Alias, falando em DJs em inicio de carreira, quais as dicas que você daria pra essas pessoas? O que não pode faltar pra um DJ construir uma ótima carreira?

GAZ:Dicas sábias... Sempre tente e toque a musica que você gosta. Terão vezes em que você terá de comprometer a sua musica para públicos diferentes. Eu estava começando quando tentei ter minha própria definição de som..... Você precisa de algo extra. Não seja como uma ovelha e copie o que as outras pessoas estão tentando fazer.... Ache seu próprio caminho na musica e se defina como um DJ.

Rodrigo: Aqui no Rio você já passou por alguns dos melhores eventos e boates, como a Tribe, por exemplo... Quais as melhores recordações que você tem de suas apresentações por aqui? Qual foi o melhor lugar para mostrar seu som? O que acha do público carioca?

GAZ:Tribe foi uma ótima festa, infelizmente a Pista Alternativa não estava tão cheia quanto a principal, mas tive ótimos momentos ali... Eu fui muito sortudo por ter tido maravilhosas gigs no Rio incluindo no MAM a alguns anos atrás... Os cariocas são incríveis, eu fiz ótimos amigos aí e sempre fico muito feliz por voltar... Estou ansioso para tocar na HOME @ The Week no dia 19.12.

Rodrigo: E para quem vai para o Festival Universo Paralello, o que podemos esperar de sua apresentação!? Vai ser um set especial?

GAZ:Eu ando trabalhando muito em materiais novos em cima da minha trip para o Reino Unido. Tenho muitas tracks fresquíssimas minhas e de outros artistas, estarei tocando pela primeira vez por lá... Espero tocar Techno com bastante grooves de levar todo mundo a loucura... Dia 02 de Janeiro a Pista Alternativa tende a ir ao BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!!




Videos H.O.M.E

Gaz James:
D-nox e Beckers Live:
D-nox Long Set:
Electrixx Live: